UNISUAM promove jornada gratuita de combate à violência contra a mulher até quinta-feira (20)
Atividades presenciais e on-line fazem parte da campanha Agosto Lilás e ocorrem até quinta-feira (20).
Por Redação Diário Local
A UNISUAM promove, até quinta-feira (20), a Jornada de Combate à Violência contra a Mulher, com programação gratuita e aberta ao público. As atividades, que ocorrem de forma presencial e on-line, integram a campanha Agosto Lilás, dedicada à conscientização e ao enfrentamento da violência de gênero.
A programação teve início nesta segunda-feira (17). Nesta terça-feira (18), as atividades terão transmissão pelo canal da instituição no YouTube. Na quarta-feira (19), o encontro será presencial no auditório da universidade, no campus de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O encerramento acontece na quinta-feira (20), também de forma on-line pelo YouTube.
Entre os participantes está a juíza Luciana Fiala de Siqueira Carvalho, que deve debater os caminhos jurídicos e sociais para o enfrentamento do problema social, que também atinge crianças. A coordenadora do Núcleo de Prática Jurídica (NPJ) da universidade, Tatiane Duarte, afirma que o combate ao crime exige atuação conjunta entre universidades, poder público, segurança, saúde e sociedade.
Cenário da violência no Rio de Janeiro
O Estado do Rio de Janeiro ocupa a segunda posição em processos relacionados à violência doméstica e familiar contra a mulher. De acordo com estudo da empresa Predictus, especializada em inteligência jurídica, foram registrados 853.845 processos no estado entre os anos de 2016 e 2026.
O volume representa cerca de 13,2% dos casos registrados no Brasil. Em relação à proporção populacional, o Rio apresenta uma taxa de 4.879,1 processos para cada 100 mil habitantes.
Apoio às vítimas
A UNISUAM também mantém a Sala Lilás, um espaço de acolhimento e atendimento humanizado para mulheres e crianças em situação de risco. O serviço é gratuito e desenvolvido em parceria com a Polícia Militar para oferecer suporte às vítimas.
Apesar dos números de processos no estado, a procura pelo serviço da Sala Lilás é considerada baixa. Em 2026, apenas 12 mulheres buscaram atendimento na instituição. Desse grupo, seis iniciaram acompanhamento psicológico e duas receberam apoio jurídico.
A universidade aponta que o medo, a vergonha e as dependências emocional, financeira ou familiar são entraves para que as vítimas procurem ajuda, dificultando o rompimento do ciclo de violência.
