Diário Local
Segurança

Caso de vigilante morto por erro da PCDF completa dois meses sem prisões no Gama

Família de William Cesar Pinto Junior busca justiça após vigilante ser baleado por erro durante operação da Polícia Civil no Gama (DF).

Por Redação Diário Local

A família do vigilante William Cesar Pinto Junior, morto por engano durante uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) no Gama (DF), completa dois meses nesta segunda-feira (19) sem que tenha ocorrido a identificação ou o indiciamento dos agentes envolvidos. O crime aconteceu em 19 de agosto, quando o profissional foi baleado por policiais que o confundiram com um investigado.

William, de 48 anos, trabalhava como colaborador terceirizado na residência oficial da Presidência do Senado Federal. Segundo relatos de familiares, o incidente ocorreu por volta das 5h50, enquanto ele saía de casa para iniciar sua jornada de trabalho.

De acordo com informações da família, o vigilante lavava o carro na porta de casa, na Quadra 8 do Setor Oeste do Gama, momentos antes de partir. Uma viatura descaracterizada da PCDF parou em frente à residência e os agentes anunciaram a presença policial com gritos.

Temendo um assalto ou outra ação criminosa, William teria dado partida no veículo. Os policiais iniciaram uma perseguição que durou cerca de 400 metros. Durante a ação, um dos agentes disparou contra o automóvel, atingindo o pulmão e uma artéria da vítima.

Após ser baleado, o vigilante ainda conseguiu percorrer alguns metros antes de parar o carro em uma esquina próxima à residência, onde foi interceptado pelos agentes. Imagens registradas por moradores mostram o momento em que a vítima ficou caída no chão e agentes da corporação interagiam com o veículo da vítima.

A sobrinha do vigilante, que pediu para não ser identificada por medo de represálias, relatou que o luto da família é acompanhado por um sentimento de agonia e injustiça. Ela destacou que o aniversário de 49 anos de William seria celebrado na próxima semana, no dia 28 de outubro.

William deixou dois filhos, um adolescente de 16 anos e uma criança de 11 anos. Nas redes sociais, a filha caçula prestou uma homenagem ao pai, expressando a saudade sentida pela perda repentina.

Em nota, a PCDF informou que os policiais civis estavam na região para cumprir um mandado de prisão no momento do ocorrido. A corporação lamentou a morte e comunicou que o caso foi encaminhado para apuração da Corregedoria-Geral da instituição, que segue investigando os detalhes do disparo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.