Vigilante é morto por policiais civis em operação no Gama após perseguição em carro
William Cesar Pinto Junior foi baleado durante cumprimento de mandado de prisão; câmeras registraram abordagem e ofensas
Por Redação Diário Local
O vigilante William Cesar Pinto Junior, de 48 anos, morreu após ser baleado por agentes da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) durante uma operação na última quarta-feira (19), no Gama, Distrito Federal. O caso ocorreu por volta das 5h50, na quadra 8 do Setor Oeste, enquanto a vítima saía de casa para trabalhar.
Imagens de uma câmera de segurança instalada na garagem da residência de William registrou o momento em que uma viatura descaracterizada da PCDF parou em frente ao seu veículo. Segundo o registro, após a abordagem, o vigilante deu partida no automóvel e foi perseguido pelos agentes.
Durante a perseguição, o homem foi atingido por um disparo que perfurou o pulmão e uma artéria. De acordo com informações da família, William percorreu cerca de 400 metros após o ferimento, parando o carro em uma esquina próxima à sua residência.
O que diz a Polícia Civil
A PCDF informou que os policiais civis estavam na região para o cumprimento de um mandado de prisão quando o disparo ocorreu. A corporação não confirmou se o vigilante era o alvo da ordem judicial nem detalhou a dinâmica que levou ao tiro.
Em nota, a Polícia Civil lamentou a morte e comunicou que o caso foi encaminhado à Corregedoria-Geral da instituição para a apuração dos fatos. A corporação afirmou ainda que os policiais envolvidos se apresentaram à delegacia para o registro da ocorrência e medidas legais.
Histórico da vítima e repercussão
William era colaborador terceirizado e atuava como vigilante na Residência Oficial da Presidência do Senado Federal há mais de 10 anos. Em nota, o Senado Federal manifestou solidariedade aos familiares e afirmou que espera que as circunstâncias do ocorrido sejam apuradas pelos órgãos competentes.
A família relata que o homem chegou ao Hospital Regional do Gama (HRG) em estado grave, mas consciente, relatando aos profissionais de saúde que havia sido baleado pela polícia. Apesar das tentativas de reanimação após três paradas cardíacas, o vigilante não resistiu.
O velório de William foi realizado na última sexta-feira (21) e contou com a presença de cerca de 100 pessoas, entre familiares e amigos, que realizaram uma manifestação pedindo justiça pelo ocorrido.
