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Natureza

Peixe-porco-titã pode atacar mergulhadores para proteger território e reprodução

Espécie com dentição semelhante à humana é extremamente territorialista e pode causar ferimentos graves em quem se aproxima

Por Redação Diário Local

O peixe-porco-titã (Balistoides viridescens) pode apresentar comportamento agressivo com mergulhadores para defender seu território e o local de reprodução. A espécie, que pode atingir 75 centímetros, é conhecida por ser extremamente territorialista, especialmente durante a proteção de seus ovos.

Apesar de possuir uma dentição que remete à estrutura humana, com alta densidade de dentes na mandíbula, o animal não é nativo do Brasil. Ele é distribuído apenas na região do Indo-Pacífico. O nome popular pode gerar confusão com espécies de peixes-porco que ocorrem no litoral brasileiro, mas o peixe-porco-titã é um exemplar diferente.

Como funciona a dentição do animal?

A semelhança visual entre os dentes do peixe-porco-titã e os humanos deve-se à presença de duas fileiras na mandíbula superior e três pares na inferior. No entanto, a estrutura é distinta da dos mamíferos.

Segundo a pesquisadora em ecologia Thais Quintão, da Universidade Federal Fluminense (UFF), a semelhança reside apenas no fato de possuírem dentes incisiformes. A função dessas estruturas é adaptada para triturar presas e materiais rígidos, como carapaças e conchas.

Por que o peixe ataca mergulhadores?

O ataque não é uma característica de hostilidade gratuita, mas uma reação de defesa. A presença de pessoas em áreas de recifes de coral pode ser vista pelo peixe como uma ameaça à sua reprodução.

A médica veterinária Juliana Formágio, gerente de operações técnicas do Oceanic Aquarium, de Balneário Camboriú, explica que o animal está simplesmente defendendo seu espaço. Quando o ambiente é respeitado, é possível observar o comportamento da espécie de forma segura.

A professora de ciências biológicas Morgana Bruno, da Universidade Católica de Brasília (UCB), alerta que a mordida é potente o suficiente para perfurar trajes de neoprene espessos, rasgar nadadeiras e causar ferimentos graves que podem exigir sutura ou tratamento contra infecções bacterianas marinhas.

Quais as recomendações para evitar ataques?

Para quem pratica mergulho, a orientação principal é manter distância e não tentar aproximar ou acuar o animal. Caso o encontro ocorra, especialistas sugerem que nadar na horizontal (para os lados) é uma forma de evitar o confronto.

Isso ocorre porque o território de defesa do peixe tem um formato de cone voltado para cima. Ao tentar subir em direção à superfície, o mergulhador acaba permanecendo dentro da zona de ataque do animal.

Em situações de investida, o uso de objetos como câmeras, pranchas ou nadadeiras pode auxiliar na proteção contra as mordidas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.