Dono da Voepass admite à Polícia Federal que sabia de omissão de panes em aeronaves
Indiciado admitiu em depoimento à Polícia Federal conhecimento sobre a falta de registro de falhas técnicas nas aeronaves.
Por Redação Diário Local
O dono da companhia aérea Voepass, que é indiciado no processo, admitiu à Polícia Federal (PF) que tinha conhecimento sobre a omissão de panes em aeronaves da empresa. A declaração foi prestada durante o depoimento no âmbito das investigações que apuram o histórico de manutenção e segurança das máquinas.
Segundo as informações apuradas pela Polícia Federal, o investigado confirmou que havia ciência de falhas técnicas recorrentes que não foram devidamente reportadas ou corrigidas. O depoimento busca entender o nível de responsabilidade da cúpula da empresa diante das ocorrências registradas.
A investigação foca no cumprimento dos protocolos de segurança de voo e na veracidade dos relatórios de manutenção entregues aos órgãos reguladores. A Polícia Federal apura se a omissão de panes era uma prática sistêmica para evitar o aterramento de aeronaves ou a interrupção de operações.
O caso ocorre em um momento de intensa fiscalização sobre a aviação comercial no país. As autoridades trabalham para identificar se houve negligência direta ou se as falhas foram mascaradas por processos administrativos internos da companhia.
Até o momento, as autoridades não divulgaram o cronograma de novos depoimentos, mas o foco das buscas é reunir provas documentais que sustentem a confissão dada pelo indiciado. A perícia técnica nos registros de bordo e nos manuais de manutenção também é considerada crucial.
A empresa Voepass ainda não se manifestou oficialmente sobre os detalhes do depoimento ou sobre o conteúdo das declarações prestadas à PF. O processo segue sob sigilo para não comprometer as etapas de coleta de evidências.
O indiciamento do proprietário coloca a companhia sob estrita vigilância das autoridades competentes. A Polícia Federal deve concluir o relatório final de investigação após o cruzamento de todos os dados técnicos e testemunhais colhidos.
O desdobramento deste caso pode gerar novas medidas administrativas contra a empresa, incluindo a interdição de aeronaves ou a suspensão de licenças operacionais, caso as irregularidades sejam confirmadas pela perícia.
