Ações da Sabesp registram alta de 15,4% após queda no segundo trimestre de 2026
Papéis da companhia se recuperam de queda após divulgação de resultado do 2T; cenário hídrico e revisão tarifária são fatores de atenção
Por Redação Diário Local
As ações da Sabesp (SBSP3) acumularam uma alta de cerca de 15,40% entre o dia 20 de agosto e o fechamento de ontem (24). O movimento representa uma recuperação após o papel registrar queda de aproximadamente 7% logo após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026.
A valorização é explicada por uma combinação de fatores, incluindo uma correção da reação negativa do mercado ao balanço e a melhora do cenário hídrico. A recuperação dos níveis do Sistema Cantareira, impulsionada pelas chuvas recentes, reduziu a percepção de risco sobre o abastecimento no curto prazo.
Por que as ações da Sabesp subiram?
A alta recente deve-se, principalmente, ao entendimento de que os efeitos negativos vistos no balanço do segundo trimestre são questões concentradas no curto prazo. Segundo o consultor Fábio Murad, da Wiser Asset, a queda anterior foi uma penalização do mercado devido ao aumento de despesas e ao ritmo de ganhos de eficiência, mas os fundamentos estruturais da companhia permanecem.
Além disso, o cenário hídrico mais favorável contribui para o sentimento dos investidores. Contudo, a melhoria não indica uma normalização definitiva, visto que o Sistema Cantareira entrou em setembro ainda em faixa de alerta.
Recomendações de analistas e bancos
Diversas instituições financeiras mantiveram a recomendação de compra para as ações da Sabesp. O Goldman Sachs reiterou a recomendação na semana passada, apontando o valuation da empresa como um ponto de atratividade.
O JPMorgan elevou o preço-alvo para as ações para R$ 35, com foco em dezembro de 2027, e manteve a recomendação de overweight. O banco também revisou para baixo as projeções de investimentos (capex), estimando R$ 75 bilhões entre 2026 e 2029, contra os R$ 89 bilhões previstos anteriormente.
O Itaú BBA também sinalizou uma visão positiva, observando que a queda anterior refletiu custos operacionais elevados e uma execução de investimentos abaixo do esperado no curto prazo, mas que isso não altera necessariamente o valor intrínseco da empresa.
Revisão tarifária em dezembro
Um ponto de atenção para o final do ano é a revisão tarifária prevista para dezembro de 2026. Para o Goldman Sachs, o reajuste na tarifa de equilíbrio da Sabesp pode seguir três caminhos: um cenário otimista com alta de 20%, um cenário-base de 16% ou um cenário pessimista de 12%.
