Angola planeja privatizar 10 empresas de mineração e telecomunicações até 2027
Governo angolano busca acelerar vendas de ativos estatais em setores como mineração e telefonia para atrair investimentos privados.
Por Davy Albuquerque
O governo de Angola planeja vender participações em 10 empresas até o final deste ano, acelerando o processo de privatização antes das eleições de 2027. Os ativos abrangem setores como mineração e telecomunicações.
A medida faz parte de um programa de reformas econômicas para atrair investimentos privados e modernizar a economia do país. Entre as principais empresas listadas para privatização estão a produtora de diamantes Endiama EP, a companhia aérea nacional Taag-Linhas Aéreas de Angola SA e a operadora de telefonia fixa Angola Telecom.
As informações foram detalhadas por Álvaro Fernão, presidente da IGAPE (entidade gestora de ativos estatais), durante conferência realizada em Lisboa. Segundo o gestor, as privatizações são um pilar fundamental para gerar receita e desbloquear o potencial das empresas estatais.
Como funciona o programa de privatizações?
O cronograma atual visa completar o programa de privatizações do período de 2019 a 2026. O plano original previa a alienação de 130 ativos estatais, dos quais 120 já foram vendidos até o momento.
As vendas realizadas até agora geraram uma receita contratada de cerca de 1,28 trilhão de kwanzas (equivalente a US$ 1,4 bilhão). No entanto, Álvaro Fernão afirmou que aproximadamente 17% desses pagamentos ainda encontram-se pendentes.
Quais são os próximos passos para as empresas?
Angola está em fase de conclusão da oferta pública inicial de 15% da Unitel SA, maior empresa de telefonia móvel do país, com previsão de término para 24 de julho. Além disso, há planos para lançar na bolsa participações de 15% na Endiama e na produtora de cimento Cimangola UEE, além de parte do Standard Bank Angola.
Outras empresas, como a TAAG, a Angola Telecom e a Zona Econômica Especial de Luanda-Bengo, devem ter suas participações vendidas por meio de editais públicos. Já o Banco de Comércio e Indústria e os veículos de comunicação TV Zimbo e Medianova devem passar por processos de concurso.
O governo tem demonstrado preferência pela abertura de capital em bolsa de valores por proporcionar receita imediata e elevar os padrões de governança e transparência das companhias perante os investidores.
