Bancários planejam greve de 24 horas para quinta-feira por causa de plano de saúde e salários
Trabalhadores reivindicam mudanças no plano de saúde e questionam congelamento de piso salarial e novos critérios de produtividade.
Por Redação Diário Local
Trabalhadores do setor bancário ameaçam realizar uma greve de 24 horas nesta quinta-feira (20). A possibilidade de paralisação foi comunicada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e pelo Sindicato dos Bancários do Distrito Federal.
A reivindicação abrange instituições financeiras de todo o país. Entre as principais motivações estão as alterações nas regras de custeio dos planos de saúde e as condições de remuneração da categoria.
Na Caixa Econômica Federal, a insatisfação dos funcionários concentra-se na nova proposta para o plano de saúde. De acordo com o sindicato, a medida prevê elevar a contribuição mensal de 3,5% para 5,5%.
A proposta de mudança também dobra o teto de participação do empregado, que passaria de 7% para 14%. Além disso, os trabalhadores contestam o aumento nos valores cobrados de dependentes no benefício.
Em redes internas de comunicação, funcionários da Caixa manifestaram descontentamento com as novas regras. O grupo questiona a gestão do plano de saúde pela instituição e o impacto financeiro direto nas famílias.
Além da questão assistencial, a categoria contesta decisões que visam congelar o piso salarial dos bancários. Há também resistência à criação de faixas salariais baseadas em critérios de produtividade propostos pelos empregadores.
Para organizar o movimento, o Comando Nacional dos Bancários promoveu uma série de reuniões em todo o país. Na segunda-feira (18), uma reunião plenária realizada na Galeria dos Estados, em Brasília, discutiu o indicativo de greve.
A Caixa e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) foram procuradas para se manifestar sobre os pontos levantados pela categoria. Os esclarecimentos das instituições serão publicados assim que forem recebidos.
