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Economia

Bolsas de Nova York fecham em alta impulsionadas por tecnologia e alívio nos juros

Mercado americano registra alta com setor de inteligência artificial, apesar da pressão do preço do petróleo e incertezas no Oriente Médio.

Por Redação Diário Local

As bolsas de valores de Nova York fecharam em alta nesta quinta-feira (1º), impulsionadas pelo desempenho de ações de tecnologia ligadas à inteligência artificial (IA) e pelo recuo nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries). A valorização foi moderada pela alta nos preços do petróleo e pelas incertezas causadas pela guerra no Oriente Médio.

O índice Dow Jones registrou leve alta de 0,04%, aos 50.927,33 pontos. O S&P 500 avançou 0,2%, encerrando em 7.666,65 pontos, enquanto o Nasdaq subiu 0,04%, aos 26.871,60 pontos.

No setor de tecnologia, a Micron foi um dos destaques ao subir 3%. O movimento ocorreu após a companhia divulgar, na véspera, um balanço que mostrou o quadruplicamento de sua receita no último trimestre. Com o resultado, as ações da Micron acumulam alta superior a 200% somente este ano.

Seguindo o desempenho do setor de tecnologia, a Nvidia registrou alta de 1,09% e a Sandisk avançou 2,75%. O otimismo com a inteligência artificial ajudou a sustentar o mercado, apesar do cenário geopolítico de instabilidade.

O setor de energia foi o que mais subiu dentro do índice S&P 500, acompanhando a tendência de alta do petróleo. Nesse segmento, as ações da Chevron subiram 1,42% e as da Exxonmobil avançaram 0,66%. O índice iShares Global Energy também registrou alta de 1,25%.

A queda nos rendimentos dos Treasuries trouxe alívio para Wall Street, ainda que o aumento nos preços da energia mantenha o alerta sobre a inflação. Sobre o cenário de juros, o vice-presidente do Federal Reserve (Fed), Philip Jefferson, afirmou que as autoridades podem levar mais tempo para tomar a próxima decisão de política monetária, mas demonstrou preocupação com a inflação.

Indicadores divulgados nesta quinta-feira (1º) reforçaram a percepção de resiliência da economia nos Estados Unidos. Os pedidos semanais de auxílio-desemprego caíram abaixo da expectativa e os índices de atividade industrial, como o PMI da S&P Global e o ISM industrial, permaneceram em expansão. Além disso, os investimentos em construção superaram as projeções.

A atenção dos investidores agora se volta para a divulgação dos dados de emprego (payroll) nesta sexta-feira (2). Analistas do Charles Schwab indicam que as chances de uma alta de juros pelo Fed em outubro devem depender tanto do relatório de emprego quanto dos dados de inflação de setembro.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.