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Economia

Brasil domina mercado de café entre países que avançaram na Copa do Mundo

Grãos produzidos no Brasil abastecem países como Noruega e Argentina, que disputam as fases decisivas da competição.

Por Davy Albuquerque

O Brasil exerce um papel comercial estratégico entre as nações que avançaram nas fases decisivas da Copa do Mundo. Apesar da eliminação da seleção brasileira nas oitavas de final para a Noruega, o grão nacional é a base do consumo nas potências que disputam o título.

Na Noruega, o segundo país com maior consumo de café do planeta, a dependência do produto brasileiro é alta. Com uma média de 10 kg por habitante ao ano, o país consome 44% de café de origem brasileira, mantendo uma tradição que remonta à proibição de bebidas destiladas entre 1916 e 1927.

A Inglaterra, que chegou à semifinal da competição, também mantém o Brasil entre suas principais origens de café. Embora o chá seja um símbolo histórico nacional, Londres consolidou-se como uma capital mundial de cafés especiais, com forte demanda por grãos de origem única.

Cultura e tradição na Espanha e na França

A Espanha, que garantiu vaga na final após vencer a França, apresenta um consumo de cerca de 1,8 kg por pessoa ao ano. O ritual espanhol é marcado pelo consumo rápido em balcões, com destaque para o café con leche e a polêmica prática do torrefacto, café torrado com açúcar.

A França, que foi eliminada pela Espanha, possui um vínculo histórico com a cafeicultura brasileira. As primeiras mudas de café que chegaram ao Brasil, em 1727, foram trazidas da Guiana Francesa, conectando o desenvolvimento do setor no país à região.

O crescimento do mercado na Argentina

A Argentina, que disputará a final contra a Espanha, possui o hábito de ir ao café reconhecido como Patrimônio Cultural de Buenos Aires. O mercado de cafés especiais no país apresenta um crescimento de 5% ao ano, movimentando atualmente US$ 129 milhões.

Embora o consumo per capita argentino seja de aproximadamente 1 kg ao ano, o país é um grande importador. Como a Argentina não é uma grande produtora, boa parte do café consumido em seu território tem origem no Brasil.

Dessa forma, o cenário da competição reflete uma dualidade: enquanto o futebol divide atenções, o comércio de café consolida o Brasil como o principal fornecedor para as nações que disputam o topo do pódio mundial.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.