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Economia

Tarifa dos EUA reduz competitividade de produtos brasileiros no mercado americano, avalia Fiemg

Sobretaxa de 25% prevista para julho abre espaço para concorrentes internacionais e exige renegociação de contratos por empresas.

Por Davy Albuquerque

A imposição de uma nova tarifa de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros reduz a competitividade do Brasil no mercado norte-americano e abre espaço para concorrentes internacionais, avalia a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

A medida, que tem previsão de entrada em vigor para o dia 22 de julho, altera as condições de concorrência para os exportadores brasileiros. Segundo a entidade, o impacto não será uniforme entre todos os setores da indústria, mas a sobretaxa cria um desequilíbrio em relação a países que não serão atingidos pela taxa extra.

Além dos exportadores, a medida pode gerar reflexos para o consumidor nos Estados Unidos, embora produtos como café e laranja não tenham sido incluídos na lista de sobretaxação. A avaliação aponta que ambos os lados podem ser prejudicados pela perda de igualdade nas condições de comércio.

Como as empresas estão reagindo?

Companhias que mantêm vendas regulares para o mercado americano já buscam formas de absorver o aumento dos custos. Entre as ações em curso estão a renegociação de contratos com clientes atuais e o estudo para ampliar a oferta de produtos em novos mercados globais.

Algumas organizações também avaliam a antecipação de embarques para garantir a saída de mercadorias antes do início da vigência da nova tarifa. A capacidade de reação de cada negócio dependerá do tipo de produto exportado e da relação estabelecida com os compradores nos Estados Unidos.

Quais os desafios para diversificar mercados?

A busca por novos compradores internacionais é uma das principais alternativas para reduzir os danos, mas o processo não é imediato. A facilidade de migração varia de acordo com a especialização técnica de cada setor.

Produtos como madeira apresentam maior agilidade para encontrar novos destinos. Já o setor de equipamentos elétricos exige mudanças no processo produtivo e adaptações técnicas para atender às exigências de outros países, o que demanda um tempo maior de transição.

Existe possibilidade de negociação?

Ainda há margem para uma solução negociada entre os governos brasileiro e americano. A expectativa é que o diálogo diplomático e a apresentação de argumentos por ambas as partes possam levar a uma revisão de medidas semelhantes a disputas comerciais ocorridas com outras nações.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.