CSN aprova troca de títulos de US$ 1,3 bilhão e projeta prejuízo de até R$ 1,4 bilhão no semestre
Conselho de administração da companhia autorizou oferta de troca de bonds e previu aumento no prejuízo líquido no primeiro semestre de 2026.
Por Redação Diário Local
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) anunciou, na noite de quinta-feira (31), a aprovação de uma oferta para troca de títulos de dívida (bonds) emitidos por sua subsidiária, a CSN Inova. A operação financeira envolve a conversão de títulos com vencimento em 2028 por novas notas com vencimento em 2030.
De acordo com fato relevante divulgado pela companhia, os atuais títulos possuem juros de 6,75% ao ano. Na proposta de troca, as novas notas terão remuneração de taxa fixa de 11% ao ano, com um volume de até US$ 970 milhões.
A transação prevê ainda um pagamento em dinheiro de até US$ 330 milhões aos investidores. A oferta será direcionada a investidores institucionais qualificados residentes nos Estados Unidos e em outros mercados internacionais.
O processo de troca teve início na própria quinta-feira (31) e a previsão é que seja encerrado no dia 10 de agosto (10). A liquidação da operação está programada para o dia 12 de agosto (12).
Projeção de prejuízo no semestre
No mesmo comunicado, o grupo siderúrgico apresentou números preliminares referentes ao primeiro semestre de 2026. A empresa projeta um prejuízo líquido entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,4 bilhão no período.
O valor estimado representa um aumento na perda em comparação ao primeiro semestre de 2025, quando o prejuízo foi de R$ 861,9 milhões. Ao considerar o prejuízo de R$ 555 milhões registrado no primeiro trimestre de 2026, o resultado do segundo trimestre indica uma perda entre R$ 745 milhões e R$ 845 milhões.
Em relação ao resultado operacional, medido pelo Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), a CSN espera registrar entre R$ 5,3 bilhões e R$ 5,4 bilhões no semestre. Para o segundo trimestre, a estimativa para o indicador é de R$ 2,65 bilhões a R$ 2,75 bilhões.
A companhia também indicou que a receita líquida deve seguir a linha do desempenho de 2025, quando atingiu R$ 21,60 bilhões. Com isso, a estimativa para a receita do segundo trimestre de 2026 gira em torno de R$ 11 bilhões.
