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Economia

Acordo entre Mercosul e Panamá deve ampliar mercado para brasileiros até julho de 2027

Embaixador do Brasil no Panamá vê benefícios para empresários brasileiros com negociação de tarifas e abertura de mercado prevista para o ano que vem.

Por Redação Diário Local

O embaixador do Brasil no Panamá, João Mendes Pereira, afirmou nesta terça-feira (15) que o acordo em negociação entre o Panamá e o Mercosul deve trazer grandes benefícios para empresários brasileiros. A declaração ocorreu durante o Summit Americas e ExpoShow, evento internacional realizado pela Atlas na Cidade do Panamá.

Segundo o embaixador, o acordo tem previsão de conclusão até julho do ano que vem. O texto negociado deve contemplar a abertura de mercado, a negociação de tarifas e o estabelecimento de bases regulamentares entre as partes.

João Mendes Pereira destacou que a possibilidade de concretização desses termos permitirá que empresas brasileiras tenham uma dimensão do potencial de obras na região. O setor de materiais de construção pode encontrar oportunidades não apenas no território panamenho, mas em toda a América Central e no Caribe.

A posição estratégica do Panamá é um fator fundamental para os negócios de diversos segmentos. O país pode servir como um ponto de passagem para a Ásia, além de facilitar o acesso aos mercados da América do Sul e da América do Norte.

O embaixador pontuou que o Panamá busca diversificar seus parceiros internacionais. Nesse processo, o país identifica o Brasil, como parte do Mercosul, como um parceiro de alta relevância para a projeção panamenha no cenário global.

Atualmente, o Panamá desenvolve projetos de infraestrutura de grande porte, como terminais aeroviários e de metrô. Há também novos desenvolvimentos voltados para o Canal do Panamá, com o objetivo de enfrentar desafios climáticos e os efeitos do fenômeno El Niño no fornecimento de água.

Eventos e mercado de construção

O Summit Americas e ExpoShow, que segue até quinta-feira (17), reúne mais de 600 empresários de 28 países. O encontro foca no setor de materiais de construção e integra desde CEOs e diretores até grandes varejistas e distribuidores.

Os debates do evento abordam temas como transformação digital, inteligência artificial aplicada à cadeia de suprimentos, gestão de talentos e governança familiar. O objetivo é conectar grandes players da indústria aos principais distribuidores e redes de varejo do continente.

No Brasil, o setor de materiais de construção possui forte impacto econômico. A cadeia produtiva representa cerca de 6,6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, com a indústria de fabricação movimentando R$ 318,6 bilhões em faturamento.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Fabricantes de Materiais de Construção (Abramat) e da Ecconit, a indústria do segmento gera mais de 767 mil empregos diretos. Já o ecossistema varejista, composto por mais de 160 mil lojas, movimenta R$ 238,9 bilhões, segundo a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco).

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.