Consultoria, assessoria ou family office: entenda as diferenças entre os modelos de atendimento financeiro
Debate sobre modelos de atendimento financeiro aponta características de cada estrutura e a importância da diversificação global.
Por Redação Diário Local
A escolha do modelo de atendimento financeiro — assessoria, consultoria ou family office — depende do perfil do investidor e da complexidade do patrimônio que ele deseja gerir. O tema foi debatido por especialistas durante o primeiro dia do Conexão Investidor, evento organizado pela Faz Capital.
O debate reuniu profissionais do mercado financeiro para detalhar como cada estrutura opera e quais são as aplicações práticas de cada formato de atendimento ao cliente.
Segundo o diretor comercial e sócio da Faz Capital, Ângelo Passos, a consultoria financeira se destaca por ser um serviço multicustódia. Isso permite ao profissional acompanhar investimentos mantidos em diferentes instituições financeiras, conforme a vontade do cliente.
Já o modelo de family office é voltado para famílias com patrimônios elevados e necessidades mais complexas. Essa estrutura foca em áreas como organização patrimonial, planejamento sucessório e gestão de relacionamentos com diversos agentes do mercado.
Quanto aos possíveis conflitos de interesse e às formas de remuneração dos profissionais, o debate apontou que esses riscos não são exclusivos de um único modelo de atendimento. Os participantes avaliaram que o cuidado deve ser aplicado em qualquer modalidade escolhida.
Por que a diversificação global é importante?
Durante o painel sobre a construção de carteiras globais, especialistas discutiram os riscos de manter o patrimônio concentrado apenas no cenário brasileiro. O objetivo é evitar a exposição excessiva a um único país e moeda.
A analista de fundos da XP, Clara Sodré, explicou que distribuir recursos em diferentes produtos nacionais não garante diversificação geográfica. Isso ocorre porque os investimentos continuam sujeitos aos mesmos fatores econômicos e à mesma moeda.
Como estratégia, a especialista citou a orientação de sua equipe de alocação para investidores que já possuem reserva de emergência. A recomendação é que haja, no mínimo, 15% de alocação global no patrimônio.
As opções discutidas para essa composição internacional incluem fundos internacionais, ETFs e investimentos com proteção cambial. Contudo, a estratégia deve sempre considerar os objetivos, o horizonte e a tolerância ao risco de cada pessoa.
Qual o papel da cultura no crescimento empresarial?
Outro tema abordado foi o preparo das empresas para sustentar o crescimento. O CEO da Faz Capital, Lucas Ferraz, debateu com Marcela Zaidem, CEO da CNP People Solutions, sobre os desafios de conciliar expansão e gestão de pessoas.
Zaidem alertou que empresários costumam querer resolver problemas de crescimento contratando mais pessoas sem avaliar a eficiência da estrutura atual. Ela destacou que o aumento de equipe deve vir acompanhado de organização.
A executiva também enfatizou a necessidade de coerência entre os valores corporativos e a prática dos líderes. Segundo ela, a cultura da empresa precisa ser vivida no dia a dia para não gerar descompasso com o que está no papel.
O Conexão Investidor prossegue até esta sexta-feira (23), com programação online e gratuita. O evento conta com 20 painéis que abordam desde o cenário econômico até a gestão patrimonial e empreendedorismo.
