Diário Local

Dólar sobe a R$ 5,18 e Bolsa cai com pressão de juros mais altos nos EUA

Mercado opera sob aversão ao risco global. Expectativa de novo aumento de juros pelo Federal Reserve reduz investimentos em ações brasileiras.

Por Diário Local

O dólar opera em alta nesta quarta-feira (1º de julho). Às 11h10, a moeda americana avançava 0,42%, cotada a R$ 5,18. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), iniciou o pregão em forte queda e se recuperou parcialmente ao longo da manhã. Às 11h20, recuava 0,36%, aos 171,4 mil pontos.

A dinâmica do mercado é ditada quase integralmente pelos movimentos vindos do exterior, especialmente dos Estados Unidos. Dados recentes mostraram um mercado de trabalho americano mais aquecido do que o esperado, gerando vagas em ritmo acelerado. Somado a isso, os últimos dados de inflação americana vieram pressionados, comprovando que o custo de vida continua resistente.

A combinação de um mercado de trabalho apertado e uma inflação resiliente alterou as projeções dos agentes econômicos. Há forte expectativa de um novo aumento de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano. Quando o Fed sinaliza altas nas taxas de juros, os títulos públicos dos EUA passam a oferecer rendimentos maiores, atraindo capital global.

Esse movimento afeta negativamente os mercados emergentes. A expectativa de juros mais altos pelo Fed reduz a entrada de fluxo estrangeiro para a Bolsa brasileira. Grandes fundos internacionais retiram seu capital de ativos de risco, como as ações do Ibovespa, e o alocam na segurança e rentabilidade garantida da renda fixa americana, o que explica a disparada do dólar frente ao real e a redução de liquidez no mercado acionário brasileiro.

O Ibovespa também foi impactado pela forte correção nos mercados de energia. A sessão é marcada por uma queda expressiva no preço internacional do barril de petróleo, movimento que ganhou força logo após o arrefecimento do conflito geopolítico entre Irã e EUA. Com a redução das tensões e o menor temor de uma interrupção no fornecimento global da commodity, o prêmio de risco atrelado à guerra foi retirado dos preços.

Como o índice é extremamente dependente de matérias-primas, esse recuo do petróleo puxa para baixo as ações de grande peso, como a Petrobras, impactando a performance do Ibovespa.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.