Espírito Santo assume liderança da economia circular no Sudeste após Roadshow Ambição Circular
Estado passou pelo Roadshow Ambição Circular e consolidou estratégias de valorização de resíduos e fomento industrial.
Por Redação Diário Local
O Espírito Santo consolidou sua posição na rota da economia circular após a passagem do Roadshow Ambição Circular pelo estado. O movimento posiciona o território como representante da Região Sudeste no desenvolvimento de estratégias que transformam resíduos em valor industrial.
O encontro, realizado na Findes, foi organizado pelo Instituto Brasileiro de Economia Circular (Ibec), por meio do Hub de Economia Circular Brasil (HubEC). O evento teve como foco a valorização de resíduos em larga escala e contou com a participação de representantes internacionais.
De acordo com Mirela Souto, presidente do Instituto Marca Ambiental e embaixadora do HubEC no Espírito Santo, a indústria capixaba já realiza a transformação de resíduos e o poder público estabeleceu instrumentos de fomento, o que conecta o estado a uma rede nacional de competitividade e geração de emprego.
Como funciona a circularidade no estado?
A economia circular no Espírito Santo já opera em escala industrial, conforme demonstrado por operações do setor siderúrgico. A ArcelorMittal Tubarão, por exemplo, gera cerca de 5 milhões de toneladas de coprodutos por ano, que são aplicados como insumos em setores de energia, agricultura e construção.
A empresa também reportou que 22% do aço produzido é feito a partir de sucata. No âmbito social e de infraestrutura, o Programa Novos Caminhos da siderúrgica doou mais de 7 milhões de toneladas de coprodutos para o revestimento de mais de 5 mil vias rurais em 71 prefeituras capixabas desde 2006.
No setor público, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) atua com o sistema estadual de logística reversa (Sisrev), que possui 22 mil empresas cadastradas. O estado também mantém editais de fomento, como o NISA, com um novo edital de R$ 10 milhões para apoiar 40 iniciativas de impacto socioambiental.
Por que o tema é estratégico para o mercado?
A transição para modelos circulares tornou-se uma condição de acesso ao mercado global. O Brasil possui um arcabouço que inclui a Estratégia Nacional de Economia Circular (2024) e o Plano Nacional de Economia Circular (2025), com metas estabelecidas para a próxima década.
Além disso, exigências da União Europeia, como o Passaporte Digital de Produtos e a taxação de carbono nas fronteiras, impactam diretamente os exportadores brasileiros. O programa de transição pretende entregar um mapa integrado de ação para a indústria brasileira até o fim de 2026.
