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Economia

Uso de dinheiro vivo cresce na Europa com foco em segurança e estoques de emergência

Apesar do avanço dos pagamentos digitais, o valor das notas em circulação subiu para 1,6 trilhão de euros na União Europeia.

Por Redação Diário Local

O volume de cédulas de euro em circulação na União Europeia está em crescimento, apesar da rápida expansão dos pagamentos eletrônicos entre os cidadãos. Dados do Banco Central Europeu (BCE) apontam que o valor total das notas circulantes subiu de 1 trilhão de euros em 2016 para 1,6 trilhão em 2026.

O fenômeno ocorre porque, embora o dinheiro físico esteja sendo menos usado em transações cotidianas, os indivíduos estão aumentando seus estoques pessoais de dinheiro vivo como medida de precaução.

Por que o uso de dinheiro vivo está aumentando?

Especialistas associam o aumento das reservas de dinheiro às incertezas geopolíticas e ao risco de ataques cibernéticos contra sistemas de pagamento online e por aproximação. Além disso, a ocorrência de desastres naturais, como incêndios florestais, tem levado as pessoas a buscarem maior prontidão para crises.

O BCE reforça que o dinheiro em espécie é essencial para a "prontidão nacional para crises", permitindo que países reajam a apagões de energia, conflitos ou crises de saúde. Em 2025, cidadãos da União Europeia receberam orientações para manter kits de emergência que incluíssem alimentos, água e dinheiro vivo para até 72 horas de autonomia.

Em países como Alemanha, Holanda, Áustria, Finlândia e Suécia, a recomendação é que as famílias reservem entre 70 e 100 euros para cobrir itens essenciais caso aplicativos e serviços digitais fiquem fora do ar.

Inclusão e soberania digital

Para além da segurança, o uso do papel moeda é defendido como ferramenta de inclusão social. Especialistas destacam que o dinheiro vivo é fundamental para idosos, pessoas em situação de vulnerabilidade e para o aprendizado financeiro de crianças.

No campo da tecnologia, o Parlamento Europeu trabalha na implementação do euro digital, com previsão de adoção até o fim de 2026. O projeto, que conta com o suporte do BCE, visa criar uma versão digital oficial da moeda, com funcionamento similar ao Pix brasileiro.

A iniciativa busca reduzir a dependência da Europa em relação a redes de pagamento estrangeiras, como as americanas e chinesas. Segundo o BCE, em 60% dos casos de pagamentos com cartão, a infraestrutura utilizada está sob controle de capital estrangeiro, o que motiva o bloco a buscar maior autonomia estratégica nos processamentos de transações.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.