Futuros de Nova York operam com cautela após ataques no Estreito de Ormuz e expectativa por ata do Fed
Investidores monitoram ataques no Estreito de Ormuz e alta do petróleo Brent, que superou US$ 101 por barril, além de aguardarem ata do Fed.
Por Redação Diário Local
Os contratos futuros de Nova York operam com oscilações mistas nesta quarta-feira (7), em um cenário de cautela global. O movimento ocorre sob a influência de novos ataques no Estreito de Ormuz e da expectativa do mercado pelo início da temporada de divulgação de resultados corporativos nos Estados Unidos.
A tensão no Oriente Médio elevou o preço do petróleo Brent para acima de US$ 101 por barril. A intensificação de ataques no Estreito de Ormuz gerou incertezas sobre a continuidade dos volumes de embarques pela rota marítima, afetando o otimismo dos investidores.
Tensões no Oriente Médio e impacto nas commodities
Os ataques realizados por rebeldes do Iêmen, apoiados pelo Irã, contra a Arábia Saudita trouxeram preocupação quanto ao fluxo de petróleo na região. Embora a oferta estivesse apresentando sinais de recuperação, o risco geopolítico pressionou as cotações para cima.
Nesta quarta-feira (7), o petróleo WTI operava em alta de 0,25%, cotado a US$ 89,66 o barril, enquanto o Brent subia 0,63%, posicionado em US$ 101,21. Esse movimento reflete o receio de interrupções nas rotas de escoamento de energia.
Na Ásia, o índice Nikkei 225, do Japão, fechou em queda de 0,92%, acompanhando o movimento de cautela. Na Coreia do Sul, as ações da SK Hynix Inc. recuaram quase 3% antes do vencimento do período de bloqueio (lockup) de seus recibos de ações negociados nos Estados Unidos (ADRs).
Expectativa pelo Fed e resultados corporativos
Além da questão das commodities, o mercado financeiro aguarda a ata do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. A divulgação é vista como fundamental para entender a postura da autoridade monetária frente às pressões inflacionárias e aos rendimentos dos títulos públicos.
Os rendimentos dos Treasuries de 10 anos superaram o patamar de 5,30%, o que mantém os investidores atentos à trajetória dos juros globais. Na Europa, o índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,6%, interrompendo uma sequência de ganhos.
O foco também se volta para a temporada de resultados, momento em que os investidores verificarão se os lucros das empresas conseguem sustentar as atuais avaliações de mercado, especialmente nos segmentos ligados ao desenvolvimento da inteligência artificial.
