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Economia

Fundos imobiliários registram quedas de até 40% após redução ou suspensão de dividendos

Redução na distribuição de rendimentos e revisões de projeções de caixa levam investidores a reprecriar cotas de fundos no mercado.

Por Redação Diário Local

Fundos imobiliários (FIIs) dos segmentos de desenvolvimento e de recebíveis registraram fortes quedas no mercado nesta segunda-feira (3). O movimento foi provocado, principalmente, pela redução ou suspensão do pagamento de dividendos e por revisões nas projeções de geração de caixa reportadas pelas gestoras.

O maior recuo do dia foi registrado pelo MFII11 (Merito Desenvolvimento Imobiliário), que apresentou queda de cerca de 40% em sua cotação. A baixa ocorre após a gestora anunciar a distribuição de R$ 0,30 por cota para os meses de julho, agosto e setembro, valor significativamente inferior aos patamares anteriores, que ficavam próximos ou acima de R$ 0,90.

Por que as projeções de caixa do MFII11 foram revisadas?

A gestora do MFII11 revisou suas expectativas de geração de caixa para R$ 9,2 milhões em 2026 e R$ 46,5 milhões em 2027. De acordo com o relatório gerencial do fundo, o motivo é o atraso no Consórcio Cortel SP, decorrente de entraves burocráticos junto à Prefeitura de São Paulo.

Esse impasse administrativo adiou para 2028 o início das receitas provenientes de taxas de manutenção. O fundo também apontou um ritmo de vendas mais lento em empreendimentos como o Damha Fit II e o Reserva da Ilha.

Quais outros fundos apresentaram quedas expressivas?

O VGHF11 (Valora Hedge Fund) registrou queda de 9,04% após reduzir o dividendo mensal de R$ 0,07 para R$ 0,06 por cota. O fundo interrompeu, assim, um período de estabilidade nas distribuições.

O BBIG11 (BB Premium Malls) também figurou entre as maiores baixas, com recuo de 5,82%. O fundo anunciou o pagamento de R$ 0,03 por cota, valor que, embora supere os R$ 0,02 distribuídos no mês anterior, permanece muito abaixo dos R$ 0,07 a R$ 0,085 pagos no início do ano.

O CACR11 (Cartesia Recebíveis) recuou 7,05% após suspender novamente a distribuição de dividendos, prolongando uma crise iniciada em abril. Segundo a gestão, o fundo enfrenta dificuldades financeiras causadas por atrasos burocráticos em projetos imobiliários do portfólio, o que compromete a geração de caixa.

Além desses ativos, o mercado registrou perdas no LIFE11 (Life Capital), com baixa de 5,91%, e no RPRI11 (RBR Premium Recebíveis), que caiu 5,03%. O cenário de revisões e mudanças nas políticas de distribuição levou investidores a reprecificarem as cotas durante o pregão desta segunda-feira (3).

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.