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Economia

GWM investe R$ 4,6 bilhões em fábrica em Aracruz para produzir 200 mil veículos por ano

Nova planta em Aracruz deve iniciar produção em 2029 com foco em conteúdo local e exportação.

Por Redação Diário Local

A montadora chinesa Great Wall Motors (GWM) assinou o compromisso para a instalação de uma nova fábrica em Aracruz, no Espírito Santo. O investimento previsto é de R$ 4,6 bilhões para a unidade em Barra do Riacho, que terá capacidade para produzir 200 mil veículos por ano.

O lançamento oficial ocorreu em 30 de junho (30) e a planta contará com um processo produtivo completo, incluindo etapas de estamparia e montagem final. A previsão é que o primeiro veículo fabricado no local seja lançado em 2029.

Este montante de R$ 4,6 bilhões soma-se aos R$ 10 bilhões que a GWM já anunciou para investimentos no Brasil até o ano de 2032. A montadora estabeleceu a meta de atingir 35% de conteúdo local nos dois primeiros anos de operação, buscando chegar a 60% na maturidade da produção.

Transição para o polo industrial

A chegada da fábrica posiciona o Espírito Santo em uma nova etapa econômica. Atualmente, o estado é a principal porta de entrada de veículos importados no Brasil. Segundo dados do Sindicato das Indústrias do Comércio Exterior do Espírito Santo (Sindiex), com base no Comex Stat, os portos capixabas movimentaram cerca de 186 mil veículos em 2025.

Desse total, aproximadamente 165 mil eram veículos eletrificados, setor que movimentou cerca de R$ 3,3 bilhões. No acumulado de importação de todos os tipos de veículos, o Espírito Santo alcançou quase R$ 20,3 bilhões em 2025. O estado respondeu por 47,1% de toda a importação de veículos do Brasil nos dez primeiros meses de 2024.

Atualmente, cerca de 90% dos carros eletrificados importados no país passam pelo litoral capixaba, principalmente pelo Terminal de Vila Velha. O governo estadual utiliza mecanismos como o Invest-ES e o Invest-Importação para incentivar a atividade por meio do diferimento do ICMS na entrada da mercadoria.

Desafios e novos horizontes

Com a reforma tributária do consumo, prevista pela Emenda Constitucional 132/2023 e pela Lei Complementar 214/2025, o ICMS será extinto entre 2029 e 2033. Isso altera a base legal dos benefícios fiscais estaduais, que poderão ser utilizados com segurança apenas até 2032.

Para mitigar esse cenário, a estratégia do estado é migrar da condição de importador para a de polo produtor e exportador. A exportação é imune ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), o que oferece uma saída jurídica para a continuidade do crescimento industrial.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.