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Economia

Juros do Tesouro Direto recuam nesta terça-feira (8) com foco no cenário eleitoral e inflação

Rendimentos do Tesouro Direto recuaram em bloco nesta terça-feira (8), refletindo expectativas de inflação e cenário político.

Por Redação Diário Local

As taxas do Tesouro Direto registraram queda em bloco nesta terça-feira (8), com os juros futuros recuando mesmo diante da alta no rendimento dos Treasuries no mercado externo. O movimento é influenciado pelo cenário político nacional e pela expectativa de alívio na inflação, após dados recentes de deflação na prévia do IPCA e o enfraquecimento do PIB divulgado na semana passada.

No segmento de títulos prefixados, o papel com vencimento em 2032 apresentou recuo de seis pontos-base, operando a 14,17%. Já o título com vencimento em 2029 cedeu três pontos, enquanto o papel com Juros Semestrais 2037 registrou alívio de cinco pontos.

Os títulos atrelados à inflação também acompanharam a tendência de baixa. O IPCA+ 2032 teve queda de cinco pontos no juro real, atingindo 7,80%, o menor nível observado desde maio. O IPCA+ com Juros Semestrais 2037 passou de 7,54% para 7,51%.

Em contrapartida, os papéis IPCA+ 2040 e IPCA+ com Juros Semestrais 2045 permaneceram estáveis. O título IPCA+ com vencimento mais longo, em 2050, registrou uma leve alta nas taxas.

O cenário político e as eleições

O mercado financeiro local monitora de perto o clima eleitoral. Uma pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta terça-feira (8), aponta um empate técnico para o segundo turno, mas com nuances nos números.

De acordo com o levantamento, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o escritor Augusto Cury (Avante) ultrapassam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em intenções de voto para o segundo turno, embora a diferença entre eles configure empate técnico.

Expectativa sobre a inflação e juros

A expectativa de moderação nos preços é outro fator que pressiona as taxas para baixo. O mercado aguarda a divulgação oficial da inflação de agosto, prevista para a próxima sexta-feira (11), que deve confirmar o alívio nos preços já sinalizado por indicadores anteriores.

Para o analista de mercados da Ebury, Diego Barnuevo, o cenário de preços mais controlados pode fortalecer o argumento para novas decisões da autoridade monetária. Segundo ele, a moderação deverá dar mais subsídios para o Banco Central do Brasil realizar um novo corte de 25 pontos-base na taxa de juros ainda este mês.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.