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XP reduz projeção do Ibov para 200 mil pontos; remédios para emagrecer esquentam disputa de preços

Corretora ajusta estimativa refletindo alta dos juros reais, enquanto EMS, Novo Nordisk e Eli Lilly disputam mercado de semaglutida com descontos de até 48%.

Por Diário Local

A XP reduziu sua estimativa de valor justo para o Ibovespa no fim de 2026, recuando de 205 mil para 200 mil pontos. A revisão reflete a alta recente dos juros reais de prazo mais longo, aqueles já descontados da inflação. Mesmo com o ajuste para baixo, a corretora mantém um tom mais otimista no cenário para as ações brasileiras nos próximos meses.

A confiança se apoia em dois fatores principais. Primeiro, o preço das ações segue atraente — o termômetro de humor do mercado da XP aponta "pessimismo extremo", um sinal que historicamente costuma anteceder períodos de alta. Segundo, se a euforia com inteligência artificial perder força no exterior, o Brasil pode atrair capital estrangeiro em busca de oportunidades.

No pano de fundo, a eleição presidencial de outubro segue como fator de risco que tende a mexer com a volatilidade das ações e do câmbio. Apesar desse cenário de incerteza, a estratégia da corretora privilegia o equilíbrio e a diversificação para navegar os próximos meses.

Guerra de preços dos remédios para emagrecer esquenta

O fim da patente da semaglutida no Brasil acirrou a disputa pelo mercado de medicamentos emagrecedores. A EMS lançou a primeira versão nacional do fármaco, batizada de Ozivy, que chegou às farmácias em 15 de junho. A novidade provocou reação rápida das gigantes do setor Novo Nordisk e Eli Lilly.

A Novo Nordisk, em parceria com a Eurofarma, anunciou cortes de até 48% em seu programa EuroCuida. O objetivo é manter sua presença competitiva diante do lançamento da versão genérica. Já a Eli Lilly, dona do Mounjaro — de substância diferente da semaglutida —, respondeu com um "pacote combinado" que reduz o custo do tratamento em cerca de 26% na média, comparado à compra de unidades avulsas.

A guerra de preços reflete uma tendência esperada no mercado: com o fim da exclusividade da patente, há espaço para mais competidores e reduções significativas de valores. Consumidores podem se beneficiar das quedas de preço, embora as farmácias precisem acompanhar os novos patamares.

Carteiras da XP para julho apostam no equilíbrio

Para julho, a XP mantém uma montagem diversificada, com o dinheiro espalhado entre vários tipos de investimento. A estratégia mistura ativos mais defensivos, de menor risco, com posições voltadas ao ganho de capital — ou seja, à valorização do preço.

Segundo a corretora, essa combinação oferece aos portfólios mais capacidade de se adaptar a diferentes cenários. A ideia é proporcionar resistência diante dos riscos ainda presentes — como a inflação pressionada e as dúvidas sobre as contas públicas — e, ao mesmo tempo, folga para aproveitar oportunidades de mercado.

Na renda fixa, a XP mantém preferência por títulos pós-fixados — que acompanham a taxa básica — para capturar os juros elevados de hoje. A corretora também trabalha com posições escolhidas a dedo em papéis prefixados, com taxa travada no momento da compra, e nos ligados à inflação, aproveitando taxas ainda atraentes.

Para limitar as oscilações, a XP utiliza prazos médios de cerca de 4 e 6 anos, respectivamente. Essa abordagem reduz a exposição a movimentos abruptos de mercado sem sacrificar completamente o potencial de ganho.

Infraestrutura e crédito em destaque para 2026

No evento Expert Credit XP 2026, especialistas apontaram boas oportunidades em crédito para projetos de infraestrutura. As operações de securitização — transformação de dívidas em títulos negociáveis — também ganham destaque como alternativa para financiadores e investidores.

O avanço dos fundos de crédito negociados em bolsa foi citado como tendência a acompanhar. Segundo especialistas, a diversificação — distribuir o dinheiro entre vários ativos — segue sendo crucial na hora de montar carteiras pensadas para o longo prazo.

A infraestrutura continua sendo vista como setor resiliente mesmo diante das incertezas macroeconômicas. Investidores buscam rentabilidade fora do mercado acionário tradicional, o que potencializa alternativas como securitização e fundos de crédito estruturados.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.