Ibovespa perde fôlego e cai 0,82% nesta terça após disparada com resultados do primeiro turno
Índice registrou volatilidade nesta terça-feira (6) após alta expressiva na véspera; Petrobras e Vale lideram quedas.
Por Redação Diário Local
O Ibovespa caiu 0,82%, aos 205.376,46 pontos, nesta terça-feira (6), após registrar máxima de 209.522,60 pontos no início do pregão. O índice perdeu o fôlego após a forte alta da véspera, motivada pelos resultados do primeiro turno das eleições presidenciais.
O movimento de recuo ocorre após o mercado reagir ao cenário eleitoral, que mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os investidores, há a expectativa de que, se eleito, o senador do PL adote uma postura menos expansionista na economia.
Por que o índice perdeu fôlego?
A volatilidade é atribuída a um ajuste de mercado e à realização de lucros após a valorização excepcional do pregão anterior. O consultor financeiro Leonardo Mendes, da Manchester Investimentos, explicou que o movimento mostra uma continuidade da reprecificação dos ativos, mas com intensidade menor do que o movimento excepcional ocorrido na segunda-feira (5).
Segundo Mendes, o movimento é um ajuste às médias, mas o movimento estrutural do Ibovespa segue em alta. Ele destacou que, caso Flávio Bolsonaro seja eleito, há a possibilidade de uma política voltada à retomada do superávit primário, o que poderia reduzir os juros e o custo de capital das empresas.
O Itaú BBA também emitiu relatório apontando que o índice confirma a volta à tendência de alta, projetando a região de 220 mil pontos no curto prazo e 245 mil pontos no médio prazo. Para os analistas do banco, a manutenção dessa tendência depende de o Ibovespa permanecer acima do suporte de 181.500 pontos.
Destaques das ações e cenário externo
No setor de commodities, a Petrobras recuou entre 1,75% (ON) e 2,71% (PN), pressionada pela queda de cerca de 2% nas cotações do petróleo no exterior. A Vale também registrou queda de 1,81%. Já o Banco do Brasil foi o maior recuo da carteira, com desvalorização de 6,19%.
No setor bancário, os resultados foram opostos: o Itaú subiu 1% e o Bradesco avançou entre 1,7% e 2,43%. A Azzas registrou a maior alta do dia, com 5,14%.
No cenário internacional, as bolsas de Nova York apresentaram alta, com o S&P 500 e o Nasdaq atingindo máximas recordes. No Brasil, o dólar operava em queda de 4,12%, cotado a R$ 5,0018, enquanto os juros futuros recuaram, alimentando expectativas de queda na taxa Selic nos próximos meses.
