Diário Local
Economia

Ibovespa fecha em alta de 0,46% e interrompe sequência de quatro quedas

Índice de referência da B3 subiu para 183.827 pontos, impulsionado por altas de bancos como Itaú e Banco do Brasil.

Por Redação Diário Local

O Ibovespa fechou em alta de 0,46%, aos 183.827,59 pontos, nesta terça-feira (29). O desempenho interrompe uma sequência de quatro fechamentos negativos, período em que o índice de referência da B3 acumulou perda de mais de 2%.

Durante o pregão, o índice atingiu a mínima de 181.562,24 pontos e a máxima de 183.951,05 pontos. A recuperação ocorreu em um dia de forte agenda macroeconômica no Brasil e de expectativa sobre o cenário político nacional.

O mercado acompanhou a divulgação de dados sobre inflação, desemprego, criação de vagas formais e crédito, além de informações sobre as contas do governo central. Paralelamente, a divulgação de pesquisa eleitoral trouxe incerteza para os investidores.

De acordo com pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as intenções de voto para o primeiro turno com 45,3%, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro, com 42,2%. Em um eventual segundo turno, os candidatos aparecem em empate técnico, com Flávio Bolsonaro à frente, com 47,7%, contra 47,6% de Lula.

O primeiro turno das eleições está previsto para este domingo (05). Para analistas de mercado, como o chefe de alocação de investimentos da AW Capital, Gabriel Magno, os investidores devem manter o foco nas pesquisas até o pleito, já que qualquer surpresa pode impactar os preços na próxima semana.

Destaques de ações e setores

No setor bancário, o Banco do Brasil foi o principal suporte, com alta de 2,56%. O Itaú Unibanco avançou 1,41% e o Bradesco subiu 0,68%, enquanto o Santander Brasil recuou 0,40%.

A Vale registrou queda de 2,18%, pressionada pela desvalorização do minério de ferro na China. Em sentido oposto, a Petrobras avançou 0,78% em suas ações preferenciais, mesmo com a queda de 2,6% no preço do petróleo Brent no mercado internacional, que fechou a US$ 102,59.

A CSN apresentou a maior queda do dia, com recuo de 9,85%, após sua controlada, a CSN Mineração, reduzir temporariamente a produção de minério de baixa qualidade em Minas Gerais e cortar projeções de produção para 2026. A CSN Mineração também recuou 5,74%.

Outros destaques incluíram a Azzas 2154, que subiu 10,50% devido a especulações sobre reorganização societária, e o Fleury, que avançou 2,75% após o pagamento de juros sobre o capital próprio aos acionistas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.