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Economia

Indústria do Espírito Santo cresce 12,8% em julho e lidera avanço nacional

Produção capixaba teve o maior crescimento do país no período, impulsionada pelos setores extrativo e de transformação.

Por Redação Diário Local

A indústria do Espírito Santo registrou o maior crescimento do país em julho de 2026, com alta de 12,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O desempenho estadual ocorre em um contexto de retração nacional, com a produção industrial brasileira recuando 0,5% no período.

Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF), divulgada nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e compilada pelo Observatório da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes). Com o resultado, o estado alcançou o 15º mês consecutivo de crescimento de dois dígitos na produção industrial capixaba em relação ao mesmo período do ano anterior.

O movimento foi impulsionado pelos setores extrativo e de transformação. De acordo com a economista-chefe da Findes e gerente executiva do Observatório Findes, Marília Silva, a produção de petróleo, gás natural e pelotas de minério explica o desempenho da atividade extrativa, posicionando o estado entre os mais dinâmicos do cenário nacional.

O que impulsionou a produção de petróleo?

A produção de petróleo no Espírito Santo chegou a 275,9 mil barris por dia em julho, uma alta de 30,6% em relação a julho de 2025, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O estado mantém a produção acima de 200 mil barris diários desde fevereiro de 2026.

O campo de Jubarte, localizado no Litoral Sul, produziu uma média de 189,2 mil barris por dia em julho, aumento de 14,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O volume incluiu a operação da unidade flutuante FPSO Maria Quitéria, que registrou média de 66,3 mil barris diários.

Outro destaque foi o campo de Wahoo, que alcançou média de 38,4 mil barris diários, aproximando-se da meta de 40 mil estabelecida pela empresa. Além disso, a produção no campo de Golfinho apresentou crescimento de 6,4% no período.

Desempenho da indústria de transformação

Na comparação entre julho de 2026 e julho de 2025, a indústria de transformação no Espírito Santo cresceu 2,8%. A metalurgia foi um dos setores de maior destaque, com avanço de 7,8%, impulsionada pela produção de bobinas a quente de aço. A fabricação de produtos de minerais não metálicos também subiu, com alta de 6,1% devido ao crescimento na produção de granito talhado ou serrado.

Por outro lado, o setor de fabricação de produtos alimentícios recuou 4,4% na comparação mensal, e a produção de celulose, papel e produtos de papel teve queda de 0,9% entre junho e julho.

Exportações e mercado externo

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações da metalurgia capixaba cresceram 23,8% ao longo de 2026. O crescimento foi associado ao redirecionamento de vendas para países europeus, como França, Alemanha, Polônia, Espanha, Holanda e Itália.

Apesar da diversificação, os Estados Unidos permanecem como o principal destino dos produtos metalúrgicos do estado, concentrando 48,1% do valor total exportado. Entre janeiro e julho, o Espírito Santo vendeu US$ 466,9 milhões em metais básicos para o mercado norte-americano, um valor 15,4% menor que o registrado no mesmo período de 2025, reflexo de barreiras tarifárias impostas pelos EUA a produtos siderúrgicos brasileiros.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.