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Economia

Indústria do Espírito Santo cresce 20,2% e lidera expansão no Brasil no primeiro semestre

Produção industrial capixaba avançou 20,2% entre janeiro e junho, superando de longe a média nacional de 1,5%, segundo o IBGE.

Por Redação Diário Local

A indústria do Espírito Santo encerrou o primeiro semestre de 2026 com o maior crescimento registrado no país. Entre janeiro e junho, a produção industrial capixaba avançou 20,2% em comparação ao mesmo período de 2025, superando a média nacional de 1,5%, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF), do IBGE.

O resultado coloca o estado na liderança entre os 18 locais pesquisados pelo instituto. Em uma perspectiva de 12 meses, a indústria capixaba cresceu 20,1%, enquanto o Brasil registrou alta de 0,7%. O estado também mantém uma sequência de 14 meses de crescimento de dois dígitos na comparação anual.

O que impulsionou o crescimento industrial?

O principal motor do desempenho foi a indústria extrativa, que apresentou alta de 32% no primeiro semestre. O segmento foi impulsionado pela produção de petróleo, gás natural e pelotas de minério de ferro.

A produção de petróleo no Espírito Santo atingiu uma média de 244,7 mil barris por dia no semestre, um volume 46,4% superior ao registrado no primeiro semestre de 2025, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A atividade offshore (em alto-mar) cresceu 47,3%, com destaque para o campo de Jubarte, que registrou média de 179,3 mil barris diários.

A mineração também contribuiu para os números. A Vale produziu 10,8 milhões de toneladas de pelotas de minério de ferro no estado no semestre, alta de 28%, enquanto a Samarco registrou 7,7 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério, crescimento de 8%.

Qual é o cenário da indústria de transformação?

Diferente do setor extrativo, a indústria de transformação recuou 2,8% no primeiro semestre. Apesar da queda no período, o setor apresentou uma reação na passagem de maio para junho, com crescimento de 3,5%.

Entre as atividades de transformação, a fabricação de produtos de minerais não metálicos avançou 1,6%, impulsionada pela produção de cerâmicos e pedras para construção. Por outro lado, a fabricação de alimentos recuou 9,7% e os setores de papel e celulose caíram 6,9%.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado (Findes), Paulo Baraona, afirmou que o objetivo agora é expandir o crescimento para mais setores. Segundo ele, avançar na indústria de transformação é essencial para agregar valor à produção e atrair investimentos para o Espírito Santo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.