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Economia

Preços de combustíveis e inflação reduzem vendas de doces de Halloween nos EUA

Aumento nos custos de transporte e inflação persistente fazem consumidores americanos migrarem para grandes varejistas e atacados.

Por Redação Diário Local

Os altos preços dos combustíveis e a inflação persistente nos Estados Unidos têm impactado o consumo de doces para o Halloween. De acordo com a fabricante Hershey, as vendas da categoria em lojas de conveniência registraram queda de 5% em setembro.

O movimento reflete um cenário de maior cautela financeira por parte das famílias americanas. Durante teleconferência de resultados do terceiro trimestre, realizada na quinta-feira (26), o diretor financeiro da Hershey, Dave Hulays, apontou que os preços da gasolina e as taxas de juros são fontes de pressão no orçamento dos consumidores.

Com o aumento dos custos, o público tem feito escolhas mais deliberadas sobre onde comprar, migrando parte dos gastos para grandes varejistas, comércio eletrônico e clubes de atacado.

Como os preços dos doces variaram?

Embora o setor de cacau tenha apresentado recuo nos preços globais após recordes recentes, o custo final para o consumidor não acompanhou a queda na mesma proporção. Dados da FinanceBuzz indicam que um pacote com 100 unidades de doces para o Halloween custa, em média, US$ 16,96, uma alta de 71% em relação aos US$ 9,91 registrados em 2021.

Além disso, registros mostram que os preços de balas e chicletes subiram 44% nos últimos cinco anos, até setembro. Esse encarecimento é sustentado por custos elevados de transporte, embalagens e outros insumos.

No cenário geral, as vendas de doces para o feriado caíram 6,7% no período encerrado em 17 de outubro, em comparação ao mesmo intervalo do ano passado, conforme dados da NielsenIQ.

Projeções para o mercado

Apesar da retração em canais como lojas de conveniência, a National Retail Federation projeta um recorde de gastos com o Halloween este ano, chegando a US$ 13,5 bilhões, superando os US$ 13,1 bilhões de 2025. Desse total, estima-se que US$ 4,1 bilhões sejam destinados à compra de doces.

A Hershey, que viu suas vendas líquidas crescerem 3% no terceiro trimestre para US$ 3,28 bilhões — impulsionadas por aumentos de preços, mas com queda de 10% no volume vendido —, busca estratégias para o futuro. O CEO Kirk Tanner afirmou que a empresa planeja apostar em novos produtos, embalagens menores e faixas de preço mais acessíveis para reconquistar consumidores sensíveis aos custos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.