Itaú BBA mantém recomendação de compra para BradSaúde e Rede D’Or com novas projeções
Analistas do Itaú BBA apontam melhoria estrutural no setor de planos de saúde com foco em controle de custos e novos produtos.
Por Davy Albuquerque
O Itaú BBA manteve a recomendação de compra para as ações das operadoras Bradesco Saúde (SAUD3) e Rede D’Or (RDOR3), com ajustes nas projeções de preço-alvo para o final de 2026. A análise do banco indica que as empresas estão colhendo frutos de um redesenho de produtos e de melhorias estruturais no setor.
Segundo os analistas, as operadoras estão passando por um ciclo de recuperação após um período de intenso choque na sinistralidade (custos com atendimentos). O banco avalia que a melhora nas margens é real e sustentável, especialmente para as maiores empresas, que possuem estruturas operacionais mais avançadas.
A análise aponta que a melhora é desigual no setor. As companhias com maior capacidade de gestão tendem a ser as principais favorecidas por novos mecanismos de controle de custos, o que torna o crescimento mais estrutural do que apenas um movimento passageiro do mercado.
Como as empresas controlam os custos?
Entre as estratégias que ajudam a reduzir a utilização de serviços e controlar gastos estão a maior penetração de planos com coparticipação. Na região metropolitana de São Paulo, por exemplo, essa modalidade já alcança mais de 70% dos planos.
Outro fator relevante é o avanço dos pagamentos bundled, que consistem em pacotes fechados pagos aos prestadores de serviços de saúde. De acordo com o banco, esse modelo reduz as incertezas sobre os custos e ajuda a estabilizar as margens das operadoras.
Projeções para Bradesco Saúde e Rede D’Or
Para a Bradesco Saúde, o Itaú BBA elevou o preço-alvo de R$ 18 para R$ 20 para o final de 2026. Os analistas destacam o potencial de alta nos lucros e o retorno de dividendos, citando que a margem operacional saltou de 1,6%, em 2019, para 9,6% no primeiro trimestre de 2026.
No caso da Rede D’Or, o preço-alvo para o mesmo período foi ajustado de R$ 54 para R$ 50. Apesar da redução na estimativa, o valor ainda representa uma valorização de 38,8% em relação ao preço atual da ação, com a tese de que os lucros ainda não refletem a força da geração de caixa.
A SulAmérica, que integra o ecossistema da Rede D’Or, também foi destacada pela qualidade de seus resultados. A companhia apresenta reservas de provisões para sinistros ocorridos, mas ainda não avisados (IBNR), equivalentes a cerca de três meses, o que representa 2,3 vezes a média do setor de planos de saúde.
