Ações do Itaú (ITUB4) superam R$ 50 pela primeira vez e atingem máxima histórica após eleições
Papel avançou mais de 11% nesta segunda-feira (5) acompanhando rali do setor financeiro após o primeiro turno das eleições.
Por Redação Diário Local
As ações do Itaú Unibanco (ITUB4) atingiram um novo patamar histórico nesta segunda-feira (5). O papel ultrapassou a marca de R$ 50 pela primeira vez, alcançando a máxima de R$ 50,68 durante o pregão, acompanhando a forte valorização do setor bancário após o primeiro turno das eleições.
Por volta das 13h20, o ITUB4 registrava alta de 11,64%, cotado a R$ 50,05. No mesmo horário, o Ibovespa também apresentava crescimento de 8,88%, operando aos 209.175 pontos, após atingir o recorde intradiário de 209.605 pontos.
Por que as ações do Itaú subiram?
A alta do Itaú faz parte de um rali no setor financeiro, que inclui também Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3) e Itaúsa (ITSA4). Esse movimento é impulsionado pela reprecificação dos ativos brasileiros, marcada pela queda dos juros futuros e pela valorização do real após o resultado eleitoral.
A queda dos juros de longo prazo impacta positivamente a avaliação das empresas, pois reduz a taxa utilizada para descontar resultados futuros. Para o setor bancário, condições menos restritivas podem favorecer a demanda por crédito e reduzir pressões sobre a inadimplência de famílias e empresas.
Além disso, a escala e a liquidez dos grandes bancos tornam o setor uma das principais alternativas para investidores que buscam aumentar a exposição ao mercado acionário nacional de forma rápida.
O que diz a análise técnica?
Do ponto de vista técnico, o pregão desta segunda-feira (5) mudou o cenário para o ITUB4. O papel superou resistências que estavam em R$ 45,27 e R$ 47,04, além de romper o recorde anterior de R$ 48,81.
Com a máxima de R$ 50,68, as ações entraram em uma região sem resistências históricas identificáveis no gráfico. Agora, a sustentação dos preços acima de R$ 48,81 passa a ser o principal ponto de atenção para avaliar a consolidação do movimento em caso de realização de lucros.
O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos apontava, antes do pregão, que a valorização ocorria em ritmo acelerado, situando o papel em zona de sobrecompra. Isso indica um movimento esticado, que pode gerar oscilações após uma sequência de altas.
