Mercado reduz projeção do PIB e da inflação para 2026, aponta Banco Central
Boletim Focus mostra queda na estimativa do PIB para 1,89% e do IPCA para 4,90% ao fim de 2026.
Por Redação Diário Local
O mercado financeiro reduziu as estimativas para a inflação e para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, conforme o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (14).
De acordo com o levantamento semanal, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 recuou de 5,00% para 4,90%. No mesmo período, a expectativa para o crescimento da economia brasileira caiu de 1,93% para 1,89%.
O relatório, que reúne as expectativas de cerca de 150 agentes econômicos, incluindo bancos e corretoras, aponta que a projeção da inflação para 2026 caiu pela terceira semana seguida.
Apesar da redução, a previsão de 4,90% para o IPCA em 2026 ainda permanece acima do teto do intervalo de tolerância da meta de inflação. O objetivo definido é de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que estabelece o limite superior em 4,5%.
O que muda nas projeções para 2027?
Para o ano de 2027, o cenário apresentou variações distintas. A previsão para o IPCA foi elevada de 4,29% para 4,30%, enquanto a estimativa para o crescimento do PIB recuou de 1,50% para 1,45%.
No mercado de câmbio, a projeção para o dólar em 2027 sofreu uma leve queda, passando de R$ 5,30 para R$ 5,28. Já a mediana para a taxa básica de juros (Selic) ao fim de 2027 não mudou, mantendo-se em 12,00% ao ano.
Indicadores de juros e câmbio para 2026
Quanto ao cenário para o fim de 2026, o mercado manteve a mediana da taxa Selic em 13,75% ao ano. A expectativa para o dólar também não sofreu alterações, permanecendo em R$ 5,20.
Os dados indicam a manutenção de um cenário de juros elevados, mesmo diante da desaceleração esperada para a inflação. A persistência das projeções de preços acima da meta pode pressionar o Comitê de Política Monetária (Copom) a manter uma política monetária mais restritiva.
