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Economia

Mudanças políticas nos EUA podem impactar mercado de trabalho e gerar incertezas econômicas

Economistas avaliam que cenário político americano e adoção de IA trazem novos desafios para contratações e estabilidade econômica

Por Redação Diário Local

O mercado de trabalho dos Estados Unidos apresenta sinais de resistência, mas enfrenta desafios estruturais diante de mudanças no cenário político e avanços tecnológicos. Embora a taxa de desemprego esteja em 4,5% ou abaixo desse nível, economistas observam uma concentração de ganhos em poucos setores e salários que seguem abaixo da inflação.

O relatório de empregos de outubro, divulgado na última sexta-feira (6), mostrou que o ritmo de contratações está entre os mais acelerados dos últimos três anos. No entanto, o período médio de desemprego entre os americanos atingiu o nível mais longo em quase cinco anos.

Como o cenário político afeta as contratações?

A transição política nos EUA pode alterar as perspectivas de longo prazo, mas especialistas apontam que as mudanças não são imediatas. De acordo com Cory Stahle, economista do marketplace Indeed, forças como o envelhecimento da população e a adoção da inteligência artificial (IA) já moldam o mercado antes mesmo de qualquer eleição.

Além disso, o nível estadual pode ser um caminho mais ágil para mudanças econômicas, como investimentos em transporte e moradia, enquanto no nível federal o Congresso e o poder de veto da presidência podem gerar impasses e negociações orçamentárias sensíveis.

Por outro lado, há uma visão de que um governo dividido pode reduzir a incerteza sobre tarifas e preços de energia, o que seria positivo para as empresas. Gus Faucher, economista-chefe da PNC Financial Services, afirma que níveis mais baixos de incerteza podem favorecer o mercado de trabalho.

Impactos nos setores de manufatura e saúde

O setor de manufatura, que conta com 12,7 milhões de trabalhadores, apresenta sinais de recuperação. Após a perda de 113 mil postos de trabalho no ano passado, o setor acumulou um ganho de 101 mil novos empregos até outubro.

Já a área de saúde e assistência social, grande geradora de empregos nos últimos anos, enfrenta riscos de financiamento. Diane Swonk, economista-chefe da KPMG, alerta para cortes previstos na elegibilidade e no financiamento do Medicaid para 1º de janeiro de 2027.

Caso os cortes ocorram, pode haver uma redução em clínicas e programas, afetando especialmente áreas rurais e regiões de menor renda. A continuidade desses serviços dependerá das decisões do Congresso e da capacidade de gestão dos governos estaduais e locais.

A tecnologia e a inteligência artificial na economia

A inteligência artificial (IA) é apontada como um fator de transformação para diversos setores. Embora gere temor sobre o futuro dos empregos, Gus Faucher avalia que, até o momento, a tecnologia não transformou radicalmente o mercado de trabalho global.

A expectativa é que regulamentações mais rigorosas envolvendo IA e centros de processamento de dados não ocorram de imediato no nível federal, mas o cenário pode ser diferente em esferas estaduais.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.