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Economia

Investidor que se adapta além da polarização política terá mais sucesso, afirma CEO da Arko

Thiago Aragão avaliou que o foco no macro e no drama político prejudica o sucesso financeiro e a tomada de decisão empresarial.

Por Redação Diário Local

O investidor que consegue se adaptar e atuar para além da polarização política é o que obtém os melhores resultados financeiros, segundo a análise de Thiago Aragão, CEO da Arko. A avaliação foi feita durante a Conferência MBA Brasil, realizada nesta sexta-feira (6), em Chicago, nos Estados Unidos.

De acordo com o executivo, o perfil do novo investidor é marcado por um excesso de dramaticidade. Ele explicou que esse grupo costuma reagir exageradamente às mudanças políticas, oscilando entre a crença de que tudo dará certo ou de que ocorrerá um colapso total.

Aragão destacou que o funcionamento do Brasil depende de acordos, o que torna a previsão de cenários uma tarefa complexa. Para o gestor, é necessário conhecer os personagens envolvidos nas decisões sem aplicar juízos de valor sobre o porquê de suas escolhas.

O CEO ressaltou que o sucesso não deve ser ditado apenas pelo cenário macroeconômico. Para ele, quem busca navegar melhor pela polarização política é aquele que entende que o ambiente macro não é o único fator determinante para o desempenho nos negócios.

O executivo também apontou uma contaminação da opinião pessoal sobre o ambiente institucional das empresas, processo impulsionado pelo avanço das redes sociais. Segundo ele, as plataformas digitais alimentam a crença em cenários extremos, como cataclismos ou prosperidades absolutas.

Para o analista, a política passou a priorizar intenções em vez de realizações, devido à persistência de burocracias. Ele observou que alguns empresários acabam aceitando o fracasso em suas organizações ao utilizarem justificativas políticas para explicar dificuldades, transferindo a lógica da política para dentro das empresas.

O impacto da polarização na vida real

Thiago Aragão argumentou que a polarização não vive apenas no campo político, mas é transferida para a vida real e para o cotidiano. Ele afirmou que esse movimento agrupa indivíduos com base no que eles odeiam, em vez de focar no que gostam.

Segundo o CEO, essa dinâmica destrói a capacidade de convergência, que é a principal característica necessária para a política. Para ele, o excesso de certezas e a falta de dúvidas prejudicam a tomada de decisões e impedem o progresso, que depende da análise de incertezas.

Sobre a Conferência MBA Brasil

O evento chega à sua quinta edição em 2026 e acontece nos dias 6 e neste sábado (7). A conferência reúne executivos de grandes empresas brasileiras e globais para discutir perspectivas de negócios e empreendedorismo em diversos setores da economia.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.