Minidólar fecha em alta de 0,36% e mercado monitora julgamento no STF nesta terça-feira (15)
Contratos de minidólar encerraram a última sessão em 5.164 pontos; foco agora está no julgamento no STF e política monetária.
Por Redação Diário Local
Os contratos de minidólar (WDOV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão de segunda-feira (14) com alta de 0,36%, cotados a 5.164 pontos. A valorização ocorreu em um cenário marcado pela busca por proteção devido a tensões internacionais e pela incerteza política no Brasil.
No mercado externo, o dólar foi impulsionado pela busca por segurança diante do conflito entre Estados Unidos e Irã. O movimento também foi favorecido pela alta superior a 3% no preço do petróleo e por preocupações relacionadas ao setor de inteligência artificial.
No cenário doméstico, o clima de cautela foi reforçado pelas pesquisas eleitorais e pela crise no Supremo Tribunal Federal (STF). O mercado reagiu ao ambiente de incertezas que impacta a percepção de risco dos investidores no país.
Para esta terça-feira (15), o foco dos traders deve se voltar para o julgamento no STF que envolve mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Além disso, as expectativas sobre as decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos devem ditar o ritmo das negociações.
O comportamento do petróleo e o desempenho da moeda no exterior serão fundamentais para definir se a procura por proteção sustentará o dólar ou se a perda de força observada após a máxima do dia se manterá. O cenário eleitoral também segue como variável de risco.
O que esperar do minidólar com base na análise técnica?
No gráfico de 15 minutos, o minidólar fechou no campo positivo, mas perdeu fôlego durante o pregão e terminou abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração indica que a valorização recente ainda não foi suficiente para consolidar o domínio dos compradores no curto prazo.
Para que haja continuidade na alta, é necessária a entrada de volume comprador para superar a resistência entre 5.175 e 5.202,5 pontos. Caso esse nível seja ultrapassado, o contrato pode avançar para as regiões de 5.224/5.235,5 e buscar os patamares de 5.257,5/5.268.
Por outro lado, para que o fluxo vendedor retome o controle, o ativo precisará romper o suporte situado entre 5.163 e 5.155 pontos. Se esse intervalo for perdido, o minidólar poderá buscar 5.141/5.120, com o objetivo de longo prazo na região de 5.100/5.082.
No gráfico diário, o contrato apresenta um movimento lateral e sem direção claramente definida, terminando entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. Para confirmar a tendência de alta, o ativo precisa superar a faixa de 5.202,5/5.235,5 pontos, o que poderia abrir caminho até 5.342.
Na perspectiva de baixa, o acompanhamento dos suportes deve ser feito nos níveis de 5.152, 5.093,5 e 5.052. A perda dessas referências pode intensificar a pressão vendedora, levando o contrato inicialmente para a faixa de 4.980/4.946.
Já no gráfico de 60 minutos, o minidólar encerrou a última sessão com fluxo positivo, mas permanece em região de definição entre as médias móveis. Para seguir em alta, o ativo deve superar a resistência inicial de 5.186,5/5.202,5 pontos.
Caso o movimento de alta ganhe intensidade após o rompimento dessas resistências, os próximos alvos estariam em 5.224/5.257,5, com possibilidades de atingir 5.277 ou, em um movimento mais longo, 5.307 pontos.
Em contrapartida, a trajetória de baixa pode ser retomada caso o suporte de 5.155/5.093,5 seja testado. Se a pressão vendedora levar o contrato para baixo de 5.065, o movimento pode ganhar força em direção aos alvos de 5.050/4.998 ou até os níveis mais baixos de 4.967/4.946.
