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Economia

Ministro da Fazenda afirma que taxa de juros no Brasil é muito alta

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, avaliou que os juros são elevados, mas evitou criticar a manutenção da Selic pelo Banco Central.

Por Redação Diário Local

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (5) que a taxa básica de juros no Brasil é muito alta. O ministro evitou, no entanto, criticar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de interromper o ciclo de corte da Selic, mantendo a taxa estável em 13,75% ao ano nesta quarta-feira (4).

Durigan declarou que o objetivo do governo é criar as condições estruturais e os estímulos corretos para viabilizar a queda dos juros. Ele ressaltou que a equipe econômica segue focada no reequilíbrio das contas públicas, que vêm registrando déficits sucessivos nos últimos anos.

O cenário de déficit tem sido apontado pelo mercado financeiro como um fator de pressão sobre o dólar, as expectativas de inflação e, consequentemente, sobre a taxa de juros. O ministro defendeu que o esforço do governo deve ser direcionado para estabilizar a economia e permitir o recuo do custo do crédito.

Equilíbrio das contas públicas

Segundo o ministro, o trabalho realizado no Ministério da Fazenda nos últimos quatro anos tem como meta enfrentar o déficit herdado para possibilitar que o país alcance um superávit a partir do próximo ano. Para Durigan, esse resultado depende da realização dos ajustes necessários nas contas do país.

O ministro reiterou que a gestão do presidente Lula não proporá medidas que prejudiquem a população mais pobre. Ele defendeu que o ajuste fiscal deve ocorrer de forma gradual, por meio da implementação de medidas que incluam o corte de privilégios e a retomada da série histórica de contas equilibradas.

A área econômica segue trabalhando em propostas para melhorar o perfil das contas públicas. No entanto, Durigan afastou a possibilidade de anúncios imediatos de novas medidas nos próximos dias.

Próximos anúncios

Ao ser questionado sobre novos pacotes ou medidas, o ministro explicou que o foco atual é a preparação do presidente Lula para a viagem à Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP). Por esse motivo, novos detalhes não devem ser divulgados de imediato.

Durigan informou que mantém diálogos diários com o presidente da República, mas que informações mais detalhadas sobre o planejamento econômico devem surgir após o retorno da comitiva presidencial da viagem internacional.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.