Montadora de carros elétricos deve gerar 2 mil empregos no norte do Espírito Santo
Empresa E-Motors deve iniciar montagem de veículos em Jaguaré em fevereiro de 2027 e planeja expansão industrial.
Por Redação Diário Local
A montadora de veículos elétricos E-Motors deve iniciar a montagem de carros em Jaguaré, no norte do Espírito Santo, em fevereiro de 2027. O projeto prevê a abertura de até 2 mil vagas de emprego ao longo das fases de operação inicial e de expansão da estrutura industrial.
Na etapa inicial, a empresa estima contratar cerca de 20 trabalhadores locais. Para a instalação dos equipamentos e a capacitação da equipe brasileira, está prevista a chegada de aproximadamente 17 profissionais chineses, entre engenheiros, especialistas em produção e executivos.
A primeira unidade será instalada em um galpão de cerca de 2 mil metros quadrados, com capacidade para montar entre 20 e 30 veículos por dia. O investimento inicial para essa fase é de R$ 112 milhões, e o processo começará com a montagem de veículos enviados desmontados da China.
Além da área de montagem, a estrutura contará com um espaço de aproximadamente 10 mil metros quadrados destinado ao armazenamento dos veículos. Segundo o CEO da E-Motors, Mercídio Givisiez, o planejamento da primeira etapa visa estruturar a operação, testar o processo de montagem e avaliar a resposta do mercado brasileiro.
Como funcionará o plano de expansão?
Após cerca de um ano de atividades, a E-Motors planeja migrar para uma fábrica de maior porte, com área de aproximadamente 40 mil metros quadrados. Essa expansão, condicionada ao desempenho da primeira fase, tem investimento estimado em US$ 50 milhões e pode elevar o potencial total de empregos para 2 mil vagas.
A nova estrutura poderá operar no modelo white label, que consiste na produção ou montagem de veículos para outras marcas. Além dos três modelos de carros elétricos previstos para montagem local, a empresa também atuará como representante de uma marca chinesa de ônibus elétricos no mercado brasileiro.
A diretora-presidente da Nova ES, Patrícia Gouvêa, destaca que o projeto tem potencial para movimentar setores como logística, comércio e serviços locais. A expansão também pode abrir oportunidades para fornecedores de componentes, assistência técnica e distribuição de peças na região.
A comercialização dos veículos será feita por meio de concessionárias e parceiros comerciais, com foco inicial no mercado brasileiro. Posteriormente, a operação da montadora poderá atender outros mercados da América do Sul, incluindo Uruguai, Chile, Equador e Bolívia.
