Polícia Federal investiga desvio de R$ 45 milhões de contas da Caixa Econômica Federal
Operação Infiltrados aponta participação de servidores, advogados e contraventores em esquema de fraudes eletrônicas
Por Redação Diário Local
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (21), a Operação Infiltrados para combater uma organização criminosa suspeita de desviar aproximadamente R$ 45 milhões de correntistas e beneficiários da Caixa Econômica Federal.
A investigação aponta que o esquema utilizava fraudes eletrônicas e o acesso indevido a dados sigilosos para retirar recursos das contas das vítimas. O grupo teria montado uma estrutura para proteger as atividades e antecipar movimentações das autoridades.
Segundo a Polícia Federal, advogados, servidores públicos e contraventores participavam da organização. Entre as suspeitas, está o repasse de informações privilegiadas para embaraçar investigações e a corrupção de agentes públicos para garantir o acesso contínuo a dados protegidos.
Onde ocorreram as buscas
A operação envolveu cerca de 120 policiais federais e contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (Gaeco/MPF). Inicialmente, foram expedidos 25 mandados de busca e apreensão em sete municípios.
No estado do Rio de Janeiro, as diligências foram realizadas na capital, em Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Niterói e Cabo Frio. No interior de São Paulo, as buscas ocorreram nas cidades de Indaiatuba e Salto.
Durante o cumprimento das ordens, a Justiça Federal autorizou outros três mandados de busca e apreensão. As buscas ocorreram em um escritório de advocacia no Centro do Rio, além de residências localizadas em Duque de Caxias e Cabo Frio.
Possíveis crimes e investigações
De acordo com a Polícia Federal, os envolvidos poderão responder por crimes de organização criminosa, obstrução da Justiça e violação de sigilo funcional, além de outros delitos que possam surgir com o avanço do caso.
Até o momento, a Polícia Federal não divulgou os nomes dos alvos da operação. O espaço permanece aberto para a manifestação dos investigados e de suas defesas.
