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Economia

Posições vendidas na Bolsa sobem 5% em duas semanas e chegam a R$ 138,25 bilhões

Estoque de posições vendidas no Ibovespa cresceu 5% entre 14 e nesta quarta-feira (28); small caps registraram alta de 10%

Por Redação Diário Local

As posições vendidas nas ações do Ibovespa cresceram 5% em um intervalo de duas semanas, atingindo o montante de R$ 138,25 bilhões. O estoque, atualizado com dados de nesta quarta-feira (28) (quarta-feira), representa um aumento em relação aos R$ 131,64 bilhões registrados em 14 de outubro.

No mesmo período, o short interest — indicador que mede a proporção de ações disponíveis para negociação que estão associadas a posições vendidas — subiu de 7,0% para 7,8% no índice principal. O movimento reflete o período de reprecificação de ativos após o segundo turno das eleições.

Entre as small caps, a pressão de venda foi ainda mais acentuada, com o estoque de posições vendidas avançando 10%, chegando a R$ 36,47 bilhões. O short interest do índice de empresas de menor capitalização (SMLL) passou de 9,2% para 9,6%.

Como o movimento se divide entre os setores?

O aumento das posições vendidas no mercado geral esconde dinâmicas distintas entre os segmentos da Bolsa. O setor de educação apresentou o maior avanço no short interest entre 14 e nesta quarta-feira (28), seguido pelos setores de saúde e construção.

Papel e celulose, além de saneamento, também registraram altas superiores a 100 pontos-base no indicador. Em contrapartida, o setor de bancos apresentou uma redução expressiva, com o short interest recuando de 7,96% para 4,47%.

Os segmentos de varejo e transportes também registraram diminuição nas posições vendidas durante o período analisado.

Quais ações tiveram maior aceleração de vendas?

No levantamento das ações individuais, a Plano & Plano (PLPL3) registrou a maior aceleração no short interest nas últimas duas semanas, saltando 7,84 pontos percentuais e atingindo o patamar de 32%. Outros papéis com aumento relevante foram C&A Modas (CEAB3), Recrusul (RCSL4) e CVC Brasil (CVCB3).

A taxa de aluguel das ações, que é o custo pago por quem toma o papel emprestado para montar uma posição vendida, teve seu maior movimento na Cyrela (CYRE3). O custo chegou a 49,9%, apresentando alta de 44,78 pontos percentuais no período de 14 dias.

O indicador days to cover, que estima quantos pregões seriam necessários para que os vendedores recomprassem as ações com base na liquidez atual, também apresentou mudanças. O maior avanço em 14 dias ocorreu no papel BPAC5, que atingiu 30,83 dias, seguido pela BPAC3, que teve alta de 624,4% no indicador.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.