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Juiz de Fora

Prefeitura de Juiz de Fora arrecada R$ 400 milhões a menos que o previsto até agosto

Arrecadação entre janeiro e agosto de 2026 foi de R$ 2,7 bilhões, ficando abaixo da meta da Lei Orçamentária Anual.

Por Redação Diário Local

A Prefeitura de Juiz de Fora arrecadou R$ 2,7 bilhões entre janeiro e agosto de 2026, valor que representa uma diferença de R$ 400 milhões em relação aos R$ 3,1 bilhões previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) para o período. Os dados foram apresentados em audiência pública na Câmara Municipal, realizada nesta quarta-feira (30), para a prestação de contas do segundo quadrimestre do ano.

Apesar do montante ficar abaixo da meta estabelecida pela LOA, o município registrou uma arrecadação superior à observada no mesmo intervalo de 2025. Entre janeiro e agosto deste ano, as despesas municipais somaram R$ 2,6 bilhões.

Por que a arrecadação ficou abaixo da meta?

Segundo o controlador-geral do Município, Diego Pessoa, o descompasso acontece porque a LOA trabalha com estimativas de receitas que podem não se concretizar. Ele explicou que as receitas são sazonais e dependem de outros entes federativos.

Pessoa também citou o estado de calamidade ocorrido em fevereiro como um fator de impacto. Para mitigar os efeitos das chuvas na cidade, houve a renúncia de arrecadação de impostos como o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) e o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

Investimentos em saúde e educação

A prestação de contas detalhou que os investimentos em áreas essenciais respeitam os limites constitucionais. Na saúde, Juiz de Fora aplicou 19% dos recursos, superando o mínimo de 15% exigido por lei. Do total investido, R$ 205 milhões são de recursos próprios e R$ 613 milhões vêm de transferências e emendas parlamentares.

Na educação, a aplicação atingiu 33%, acima dos 25% previstos na Constituição. O setor recebeu R$ 352 milhões de recursos próprios e R$ 171 milhões de transferências. As despesas com pessoal representaram 44,78% da receita corrente, abaixo do limite de 51,3%.

Questionamentos dos vereadores

Durante a audiência, os vereadores Yuri Fófano e Maurício Delgado questionaram a prefeitura sobre atrasos em pagamentos de prestadores de serviços, incluindo hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Fófano indagou se as pendências derivam de falta de recursos ou falhas administrativas.

Delgado defendeu que os dados de prestação de contas sejam enviados aos parlamentares com antecedência para análise e questionou a execução de obras, citando a falta de identificação de um asfaltamento no Bairro Niterói mencionado no relatório. O presidente da Comissão de Finanças, Juraci Scheffer, solicitou que a Prefeitura responda formalmente aos questionamentos para subsidiar a fiscalização do Legislativo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.