Revendas de gás no Espírito Santo devem parar de funcionar aos domingos por falta de funcionários
Proposta de nova convenção coletiva visa enfrentar dificuldade de contratação e evitar aumento no preço do produto
Por Redação Diário Local
As revendas de gás de cozinha do Espírito Santo devem deixar de utilizar empregados contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para trabalhar aos domingos. A medida está sendo negociada pela nova convenção coletiva da categoria, com assinatura prevista para a próxima sexta-feira (10).
A mudança foi proposta pelas próprias revendas e aceita pelo sindicato dos trabalhadores. Segundo o Sindicato das Revendas de Gás do Espírito Santo (Sinregás-ES), o setor enfrenta uma grave dificuldade para manter equipes trabalhando aos domingos e feriados devido à escassez de mão de obra.
O presidente do Sinregás-ES, Cleber Almeida, explicou que a falta de funcionários ocorre mesmo quando as empresas seguem todas as regras da legislação. O setor relata que, embora seja oferecido o pagamento em dobro para o trabalho em dias de descanso, muitas empresas não conseguem formar escalas suficientes.
A dificuldade de contratação parece ser um problema constante. De acordo com o representante empresarial, o cenário de falta de profissionais já é percebido durante os dias úteis e se intensifica significativamente em datas especiais, como domingos e feriados.
Como funcionará o atendimento?
A proposta em negociação não impede o funcionamento comercial dos estabelecimentos aos domingos. A restrição foca exclusivamente no vínculo empregatício: o proprietário poderá manter a revenda aberta, desde que realize o atendimento por conta própria.
Caso o dono do negócio opte por trabalhar sozinho, não haverá impedimento legal. No entanto, o uso de funcionários regidos pela CLT para o atendimento nesses dias será proibido pela nova norma coletiva.
Além de resolver o problema de pessoal, o sindicato empresarial afirma que a medida visa controlar os custos operacionais. A intenção é evitar que a necessidade de remunerações especiais e dificuldades de escala pressionem o preço final do gás de cozinha para o consumidor.
As regras definitivas e as punições para as revendas que descumprirem a nova norma só serão conhecidas após a formalização do documento. A assinatura da convenção coletiva está mantida para a próxima sexta-feira (10).
