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Saúde

Saúde pública é o principal problema do Brasil para 27% da população, aponta pesquisa

Pesquisa BTG/Nexus aponta que falta de médicos e filas de atendimento são as maiores preocupações de grupos vulneráveis.

Por Redação Diário Local

A saúde pública, afetada pela falta de médicos, medicamentos e filas de atendimento, é apontada por 27% dos brasileiros como o principal problema do país atualmente. O dado faz parte da 15ª rodada da pesquisa BTG/Nexus, realizada entre os dias 18 (quinta) e neste domingo (20) (sábado).

O levantamento revela que a preocupação com o setor é mais intensa entre as camadas mais vulneráveis da população, que dependem diretamente do Sistema Único de Saúde (SUS). Famílias com renda de até um salário mínimo apresentam o índice mais alto, com 44% indicando a saúde como o maior desafio nacional.

A urgência pelo tema também é expressiva entre beneficiários do Bolsa Família (38%) e pessoas com ensino fundamental (37%). Outros grupos com alta taxa de preocupação são os desocupados (35%) e a parcela inativa do mercado de trabalho (35%).

Em contrapartida, o interesse pelo tema recua nos estratos de maior renda e escolaridade. Entre quem ganha mais de cinco salários mínimos, o índice é de 15%, enquanto para quem possui ensino superior a preocupação é de 16%.

Como o gênero e a idade influenciam a preocupação?

As mulheres cobram melhorias na saúde com intensidade quase duas vezes maior que os homens, atingindo 35% contra 19% do público masculino. A percepção de urgência também escala conforme a faixa etária avança.

Para os idosos com mais de 60 anos, a saúde é prioridade para 34% dos entrevistados, enquanto entre adultos de 41 a 59 anos o índice é de 32%. Já entre os jovens, na faixa de 16 a 24 anos, o tema aparece como prioridade para apenas 11%.

Perfil religioso e localização

No recorte religioso, os evangélicos lideram a preocupação com a área (33%), seguidos pelos católicos (27%). Sobre a localização, as demandas por melhorias são mais fortes em regiões metropolitanas (31%), seguidas por capitais (28%) e interior (26%).

Segundo Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, a saúde é a grande dor social de quem está na base da pirâmide socioeconômica. Para ele, mulheres, idosos e famílias de baixa renda sentem mais diretamente a demora no atendimento e a escassez de recursos na rede pública.

A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.006 pessoas por telefone. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.