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Economia

Taxas do Tesouro Direto caem com avanço de negociações externas e nova pesquisa eleitoral

Títulos de inflação de longo prazo lideram queda nesta terça-feira (29) em meio a sinais de negociações entre EUA e Irã

Por Redação Diário Local

As taxas do Tesouro Direto registraram queda nesta terça-feira (29), puxadas principalmente pelos títulos indexados à inflação de prazos mais longos. O movimento ocorre em um contexto de sinais de avanço nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã sobre o Estreito de Ormuz.

O título Tesouro IPCA+ 2050 teve o maior recuo do período, passando de 7,13% para 7,03%, uma redução de 10 pontos-base. Outros papéis de inflação também caíram, como o IPCA+ com Juros Semestrais 2060, que foi de 7,18% para 7,07%, e o IPCA+ com Juros Semestrais 2045, que recuou de 7,31% para 7,21%.

Nos títulos prefixados, o movimento de baixa foi mais moderado entre os investidores. O Prefixado com Juros Semestrais 2037 caiu de 14,10% para 14,02%, enquanto o Prefixado 2032 recuou de 14,15% para 14,08%. O Prefixado 2029 também registrou queda, passando de 13,90% para 13,87%.

No câmbio, o dólar comercial iniciou o dia em queda, tentando devolver parte da forte alta registrada na segunda-feira (28). Os índices futuros operam com estabilidade, mantendo o foco nas conversas diplomáticas entre americanos e iranianos, após os EUA rejeitarem uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz.

O mercado local também analisa os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), que apontam a taxa de desemprego em 5,3%. O índice está próximo da mínima histórica e atende às expectativas de analistas para o período.

Segundo o estrategista-chefe da Monte Bravo, Rai Chicoli, o dado reforça a visão do Banco Central de uma atividade econômica com desaceleração, mas com o mercado de trabalho ainda apertado. Leonardo Costa, economista do ASA, complementou que o cenário indica uma desaceleração gradual da atividade, sem sinais de deterioração brusca no emprego.

O que revela a nova pesquisa eleitoral?

No cenário político, uma nova rodada da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou o presidente Lula com 45,3% das intenções de voto no primeiro turno. Flávio Bolsonaro aparece com 42,2%, registrando recuo em relação aos números da semana passada.

Em um eventual segundo turno, a pesquisa aponta uma inversão de tendência dentro da margem de erro. Flávio Bolsonaro cresceu e superou Lula por 0,1%, configurando um novo empate técnico, de forma semelhante ao que havia sido observado no levantamento anterior.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.