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Belo diz que 'casa é o Favela' e não projeta show no Palco Mundo do Rock in Rio

Após estrear em Lisboa, o pagodeiro demonstrou satisfação com o espaço atual no festival e reforçou conexão com o Palco Favela.

Por Redação Diário Local

O cantor Belo afirmou que sua conexão com o festival Rock in Rio está profundamente ligada ao Palco Favela. O pagodeiro declarou que não projeta, no momento, uma apresentação no Palco Mundo, o palco principal do evento, apesar de se sentir satisfeito com o espaço que ocupa atualmente.

O artista, que realizou sua estreia no festival durante a edição de Lisboa, prepara-se para seu segundo show no Rock in Rio. O cantor destacou que o diálogo com a organização do evento ocorre de forma constante e positiva.

Ao ser questionado sobre possíveis conversas com Zé Ricardo, vice-presidente artístico do festival, a respeito de uma oportunidade no palco principal, Belo ressaltou a generosidade do dirigente. O cantor afirmou estar muito contente com o espaço que já ocupa no evento.

“A gente já vem conversando isso há algum tempo e o Zé é muito generoso em todos os sentidos. É o meu segundo show no Rock in Rio. Eu me sinto muito bem, muito familiarizado lá”, declarou o artista.

Embora não descarte uma futura ida ao palco principal, Belo enfatizou seu vínculo com o setor que representa. “Logicamente, se a gente um dia chegar no Mundo... mas a minha casa é o Favela”, pontuou.

O cantor explicou que o Palco Favela possui uma relação direta com sua identidade e com o público que acompanha seu trabalho. Segundo o artista, o espaço reflete a cultura de diversos setores da sociedade.

“Eu represento muito o povo preto, o povo do pagode, o povo da comunidade, da periferia. E acho que esse palco tem muito a ver comigo e com todo o meu povo”, completou o cantor.

Aumento da representatividade musical

A presença do samba e do pagode no Rock in Rio tem crescido nos últimos anos. O festival passou a abrir espaços específicos para esses gêneros, com destaque para as apresentações nos palcos Sunset e Favela.

O movimento de valorização do gênero teve marcos importantes em edições anteriores. Em 2017, por exemplo, o projeto "Salve o Samba" ocupou o Palco Sunset com diversas referências da música brasileira.

Naquela ocasião, nomes como Alcione, Criolo, Martinho da Vila, Roberta Sá, Mart'nália, Jorge Aragão e Monarco se revezaram nas apresentações dedicadas ao gênero.

A edição de 2024 registrou um crescimento expressivo na participação de representantes do samba e pagode. Ao todo, 13 artistas do gênero integraram o line-up do festival naquele ano.

Parte desses artistas chegou a subir ao palco em duas datas diferentes durante o evento. O aumento da diversidade musical foi fruto de uma estratégia de valorização da cultura nacional.

Esse salto na representatividade teve como um dos principais motores a criação do "Dia Brasil". A iniciativa foi desenhada para homenagear diversos gêneros musicais do país.

A programação do "Dia Brasil" incluiu desde o sertanejo até o funk, buscando dar visibilidade à pluralidade sonora brasileira dentro do festival.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.