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Cantor Panda relembra dificuldades como cachê de R$ 100 e tempo dormindo no chão

Em show na Festa do Peão de Barretos, artista contou que enfrentou dificuldades financeiras e pensou em desistir da música

Por Redação Diário Local

O cantor Panda utilizou o palco da 71ª Festa do Peão de Barretos, realizada nesta quinta-feira (20), para relatar os desafios financeiros e emocionais enfrentados antes de alcançar o sucesso na música. O artista revelou que, durante um período de quatro anos, chegou a pensar diariamente em desistir de sua carreira profissional.

Responsável por abrir a noite do evento no Estádio, o dono dos hits "Eu Te Seguro" e "Baqueado" relembrou os mais de 15 anos em que atuou cantando em bares. Ele descreveu esse período como sua "faculdade", citando que, na época, os cachês recebidos chegavam a ser de apenas R$ 100.

Panda detalhou que a busca por oportunidades na música o levou a se mudar para Goiânia (GO), onde viveu fases de extrema dificuldade. O cantor contou que, ao lado da esposa, Shirlen Wikina, passou quase um ano dormindo no chão de um apartamento na capital goiana.

A escassez de recursos também impactou a rotina da família, que chegou a enfrentar o corte de serviços básicos. O artista relatou episódios de insegurança alimentar, mencionando que as limitações financeiras atingiram inclusive seus filhos, Luís Fernando, de 15 anos, e Anthony, de 3 anos.

Em um relato emocionante, o cantor relembrou um momento em que o filho Luís Fernando demonstrou desejo de comer carne após ver uma imagem em uma revista. Na ocasião, Panda afirmou que não possuía sequer R$ 20 para realizar a compra no açougue.

O artista afirmou que o episódio foi um desafio pessoal para um pai de família, mas que fez uma promessa ao filho de que, quando a carreira desse certo, não faltaria comida em casa. Sobre o momento atual, ele celebrou o fato de ter conseguido cumprir o objetivo familiar.

A virada na trajetória profissional aconteceu com a gravação de seu primeiro DVD, o que interrompeu o ciclo de desânimo que durou anos. Para o cantor, o período de espera foi fundamental para o seu desenvolvimento artístico.

Ele utilizou uma analogia para explicar o tempo de espera, brincando que o "Panda foi maturado quatro anos". Segundo ele, assim como uma carne maturada, o processo de espera foi necessário para que ele chegasse ao patamar atual de sucesso.

O cantor destacou que, após o primeiro trabalho gravado, o segundo e o terceiro DVD também alcançaram êxito, consolidando sua posição no cenário musical. Ele celebrou o contraste entre os shows em bares e a apresentação no Estádio de Barretos.

Para Panda, tocar na 71ª Festa do Peão de Barretos representa a realização de um sonho para quem iniciou a carreira em ambientes simples. Ele expressou felicidade por estar no evento com o atual status de fama que conquistou.

A trajetória de superação foi um dos pontos altos de sua apresentação na noite desta quinta-feira (20). O artista reforçou o apoio recebido de sua esposa durante os anos de incerteza, afirmando que o suporte familiar foi decisivo para que ele não abandonasse os palcos.

Atualmente, o cantor vive um momento de estabilidade e sucesso, contrastando com os anos de privação em Goiânia. Ele ressaltou que a resiliência permitiu que sua vida familiar fosse transformada através de sua profissão.

A apresentação marcou a abertura oficial da programação de shows do evento. O público acompanhou o relato do artista, que conectou sua história de luta com a grandiosidade do palco de Barretos.

Com o sucesso das músicas recentes, Panda segue como um dos nomes em evidência no gênero, consolidando os anos de estrada que começaram nos bares e culminaram nos maiores festivais do país.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.