Padre Deusmar celebra 41 anos de sacerdócio e trajetória de acolhimento em Barretos
Pároco da Catedral do Divino Espírito Santo desde 2018, religioso relata desafios familiares e missão de acolhimento.
Por Redação Diário Local
O padre Deusmar Jesus da Silva celebra 41 anos de sacerdócio com uma trajetória marcada por desafios familiares e dedicação à comunidade de Barretos. Atualmente aos 65 anos, o religioso atua como pároco da Catedral do Divino Espírito Santo desde 2018.
Nascido na Fazenda Barretos, filho de Francisco Gonçalves da Silva e Zilda Ribeiro da Silva, Deusmar relata que sua vocação não foi uma escolha profissional, mas um chamado religioso. A decisão de seguir o caminho do seminário tomou forma definitiva enquanto ele cursava o curso técnico em Química.
Após concluir a formação técnica, o sacerdote iniciou seus estudos de filosofia em Ribeirão Preto, passando três anos na disciplina, seguidos por quatro anos de teologia. Sua ordenação sacerdotal ocorreu em 5 de janeiro de 1985, na Igreja Nossa Senhor do Rosário.
Desafios durante a formação
A caminhada religiosa enfrentou obstáculos econômicos significativos. Em 1980, durante uma crise financeira, o pai do sacerdote e seu irmão ficaram desempregados, o que gerou uma forte preocupação no religioso.
Na ocasião, o padre chegou a preparar suas malas para abandonar o seminário e retornar a Barretos para ajudar o sustento da família. No entanto, a situação foi mediada pelo então Bispo diocesano, Dom Antônio Mucciolo, que interveio para garantir empregos aos familiares, possibilitando que Deusmar concluísse sua formação sem interrupções.
Apesar das angústias e das dificuldades inerentes ao trabalho paroquial, o sacerdote afirma que nunca cogitou desistir de sua missão ao longo das quatro décadas de serviço religioso.
Missão e acolhimento comunitário
Para o padre Deusmar, o papel do sacerdote vai além do rito religioso, atuando como um ponto de apoio para as dificuldades da comunidade. Ele destaca que a paróquia é procurada por pessoas que buscam conforto, ajuda para refletir e suporte emocional em momentos de depressão.
O religioso também compartilha experiências de auxílio prático, como o acompanhamento de fiéis em processos de saúde e a busca por assistência médica para paroquianos em momentos de vulnerabilidade.
