Lula afirma que população pobre nos Estados Unidos tem menos acesso à saúde que no Brasil
Durante visita ao Hospital de Amor, em Barretos (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou o funcionamento do SUS.
Por Redação Diário Local
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste sábado (5), que a população de baixa renda nos Estados Unidos possui menos acesso a serviços de saúde do que no Brasil. A declaração foi feita durante visita do presidente ao Hospital de Amor, no município de Barretos (SP).
Durante o discurso, o presidente elogiou o Sistema Único de Saúde (SUS) e pontuou que iniciativas como o programa Agora Tem Especialistas ajudaram na ampliação do acesso à saúde pública no país. Lula defendeu o modelo brasileiro em comparação ao norte-americano, citando o contraste de custo e gratuidade.
Para ilustrar o ponto, o presidente citou o caso do jornalista norte-americano Terrence McCoy, correspondente de um veículo estrangeiro no Brasil. Segundo Lula, McCoy teria ficado surpreso ao receber atendimento gratuito pelo SUS, uma vez que, nos Estados Unidos, serviços como o de ambulância possuem custos elevados, que poderiam chegar a US$ 10 mil.
"Ele chegou no hospital com um medo desgraçado porque não sabia quanto ia custar. Nos Estados Unidos uma ambulância custa no mínimo US$ 10.000, não é de graça", declarou o presidente, reforçando que o atendimento no Brasil é voltado ao ser humano, independentemente da nacionalidade.
Esta não é a primeira vez que o presidente realiza comparações entre o sistema de saúde brasileiro e o dos Estados Unidos. Em julho, Lula afirmou que a oferta de serviços disponibilizada pelo SUS possuía vantagens em relação ao modelo americano.
Gestão da pandemia
Lula também fez referência à condução do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19. O presidente criticou a forma como o período foi gerido e afirmou que esperava que o antecessor tivesse seguido as orientações de especialistas para evitar mortes durante a crise sanitária.
No discurso, o presidente também abordou a disseminação de informações sobre as vacinas durante o período pandêmico. Ele classificou como crime as afirmações de que a imunização poderia alterar características físicas ou comportamentais dos indivíduos.
A visita ao Hospital de Amor, unidade de referência em Barretos (SP), fez parte da agenda do presidente neste sábado (5), servindo de palco para as críticas e elogios ao modelo de saúde pública nacional.
