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A24, Sony e New York Times disputam compra do aplicativo de cinema Letterboxd

Aplicativo para cinéfilos pode ser avaliado em mais de US$ 250 milhões e atrai interesse de grandes empresas.

Por Redação Diário Local

As empresas A24, Sony Pictures Entertainment, Netflix e o jornal The New York Times demonstraram interesse na compra do Letterboxd, plataforma de redes sociais voltada para cinéfilos. O aplicativo, que reúne desde usuários comuns até diretores renomados como Martin Scorsese, pode ser avaliado em mais de US$ 250 milhões em um eventual acordo.

O valor projetado para a transação representa quase 20 vezes o lucro registrado pela plataforma no último ano. Atualmente, o Letterboxd é controlado pela empresa canadense de tecnologia Tiny, que adquiriu parte do serviço quatro anos antes do atual movimento de mercado.

Fundado em 2011 pelos designers neozelandeses Matthew Buchanan e Karl von Randow, o Letterboxd funciona como uma comunidade digital de discussão cinematográfica. O serviço permite que os usuários criem listas de filmes, escrevam resenhas e mantenham um diário pessoal para acompanhar o que já assistiram.

O engajamento da base de usuários é estimulado por recursos que criam senso de comunidade, como desafios temáticos. Entre eles estão o “Horror x 52”, que incentiva o registro de filmes de terror ao longo do ano, e o Criterion Challenge, focado em obras de prestígio da Criterion Collection.

A plataforma também se destaca pela informalidade de suas resenhas, que permitem opiniões livres sem a rigidez da crítica tradicional. O modelo de negócio baseia-se em publicidade e em dois planos de assinatura: o "Pro", por US$ 19 anuais, e o "Patron", por US$ 49 anuais.

A receita do serviço é impulsionada por esse conteúdo gerado pelos próprios usuários, como sinopses e avaliações, o que minimiza os custos operacionais da empresa. O modelo de assinaturas já é uma prática comum no setor, adotada por empresas como a Sony, por meio do streaming Crunchyroll, e a própria A24.

O que muda com a possível compra?

Uma eventual aquisição por grandes conglomerados do entretenimento pode colocar em xeque o caráter independente do aplicativo. Especialistas apontam o risco de conflito de interesses, caso a nova proprietária utilize a plataforma para promover de forma privilegiada seus próprios filmes e produções.

O setor já possui precedentes que geraram debates sobre a neutralidade de plataformas de avaliação. O site Rotten Tomatoes pertenceu à NBCUniversal por anos, e o IMDb é controlado pela gigante do e-commerce Amazon, casos que levantaram questionamentos sobre a imparcialidade dos conteúdos exibidos sob o controle de grandes grupos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.