Irmã de Deolane Bezerra desabafa sobre pedido de manutenção de prisão
Daniele Bezerra questionou investigações e exposição pública da família após o MPSP pedir a continuidade da prisão da influenciadora
Por Redação Diário Local
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu, nesta quinta-feira (20), a manutenção da prisão preventiva da influenciadora Deolane Bezerra. A solicitação ocorre após a deflagração da Operação Vérnix, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A manifestação do órgão aconteceu na véspera de uma nova avaliação judicial sobre a detenção. Nesta sexta-feira (21), um juiz deve decidir se a influenciadora permanecerá detida ou se poderá responder ao processo em liberdade, seguindo o procedimento legal que exige a revisão de prisões preventivas a cada 90 dias.
Após saber sobre o pedido do MPSP, Daniele Bezerra, irmã e advogada da influenciadora, utilizou as redes sociais para desabafar. Em relato publicado na noite de quinta-feira (20), ela afirmou que a família convive com investigações sucessivas, medidas invasivas e exposição pública desde 2022.
Daniele negou as acusações que investigam Deolane, afirmando que a irmã não integra organização criminosa e que não possui 35 empresas, como consta no processo. "Esperamos que os fatos e as provas falem", declarou a advogada, ressaltando que a defesa apresentará documentos para esclarecer os pontos levantados.
Segundo o Ministério Público, Deolane estaria integrada ao núcleo financeiro da organização criminosa investigada. O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) descreve a influenciadora como uma peça central para a ocultação e dissimulação de valores de origem ilícita por meio de contas e empresas vinculadas ao seu nome.
A investigação, que teve início em maio de 2026, também apura a participação de familiares de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola. Conforme o MPSP, a estrutura da organização é dividida em três núcleos: o decisório, o operacional e o financeiro.
O órgão reforçou que pedidos anteriores para a revogação da prisão preventiva já foram rejeitados pela Justiça. O caso segue em fase de análise, com o foco na apuração de atos de conversão de valores ilícitos em bens de alto valor econômico.
Na publicação de seus desabafos, Daniele também mencionou o impacto emocional sobre o núcleo familiar, citando o medo e a angústia causados pelas investigações. Ela pontuou que, para a família, ocorre um julgamento público antes mesmo de qualquer condenação definitiva.
