Marina Lima fala sobre maturidade e se apresenta no festival de inverno do Rio de Janeiro
Cantora se apresenta no Enel Festival de Inverno Rio nesta tarde de domingo (26) e celebra trajetória artística.
Por Redação Diário Local
A cantora Marina Lima se apresenta no final da tarde deste domingo (26), às 17h, no Enel Festival de Inverno Rio, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro. Em entrevista, a artista refletiu sobre os ganhos da maturidade e a conexão emocional com sua trajetória artística e com a cidade carioca.
Marina destacou que a idade proporciona um distanciamento que permite revisitar sua carreira e entender escolhas passadas. Segundo a cantora, a maturidade traz maior empatia pela própria história e uma exigência maior sobre como se posicionar diante da sabedoria adquirida com o passar do tempo.
A artista, que vive radicada em São Paulo, reforçou sua relação com o Rio de Janeiro, local onde parte de seus grandes sucessos foi construída. Músicas como “Fullgás”, “Pra começar” e “Acontecimentos” carregam o espírito carioca que, segundo ela, serve de inspiração para o seu trabalho até hoje.
Como é a atual fase artística de Marina Lima?
A cantora está em turnê com o show “Marina 70”, projeto que iniciou em Porto Alegre no final de março. A apresentação celebra os 70 anos completados pela artista em setembro do ano passado e traz tanto sucessos atemporais quanto novidades do disco recém-lançado, “Ópera grunkie”.
Marina relatou que a experiência de se apresentar ao vivo mudou ao longo dos anos. Se antes o foco era o trabalho de estúdio — voltado para a composição detalhista e arranjos —, hoje ela vê o elemento público como um elo essencial com sua existência.
Para a cantora, subir ao palco tornou-se um momento de profunda emoção ao ver plateias em todo o Brasil cantando seus temas. Ela descreveu a sensação como uma relação íntima, por ser parte da trilha sonora da vida das pessoas.
A artista mencionou ainda o desejo de que suas músicas atravessem gerações e façam parte da vida do país. Esse objetivo era compartilhado com seu irmão, o poeta e filósofo Antonio Cicero (1945-2024), que foi seu grande parceiro musical ao longo da carreira.
