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Rapper Lil Uzi Vert processa clínica de reabilitação por gravação ilegal de sessões de terapia

Artista acusa funcionária de registrar sessões de tratamento sem consentimento e compartilhar vídeos em redes sociais; caso será julgado em outubro

Por Diário Local

O rapper Lil Uzi Vert acusa uma clínica de reabilitação em Malibu, na Califórnia, de permitir a gravação ilegal de suas sessões de terapia. O processo judicial aponta que uma funcionária registrou o conteúdo sem consentimento e compartilhou o material nas redes sociais.

De acordo com os documentos do processo, apresentados inicialmente em junho de 2024, a funcionária Lynn Tumpa, do centro de recuperação Acadia Malibu, teria gravado secretamente um trecho das sessões durante a internação do artista, ocorrida em fevereiro de 2022.

A acusação indica que Tumpa compartilhou a gravação com um sobrinho adolescente, que também é apontado como cúmplice na ação. O vídeo começou a circular no X em fevereiro de 2024 e no Instagram em abril do mesmo ano.

Os advogados do rapper alegam que a funcionária foi a responsável pela disseminação do vídeo na internet, de forma direta ou indireta. Com a ação, Lil Uzi Vert pede indenizações compensatórias, punitivas e estatutárias pelo vazamento das informações.

Quais são as acusações contra a clínica e a funcionária?

A clínica de reabilitação enfrenta acusações de quebra de contrato, negligência na contratação, supervisão e retenção de funcionários. O processo também cita a violação da Lei de Confidencialidade de Informações Médicas da Califórnia.

Já contra a funcionária Lynn Tumpa, a defesa cita violação de dever fiduciário e invasão de privacidade por divulgação de fatos privados. O documento menciona ainda a imposição intencional e negligente de sofrimento emocional ao artista.

Como funcionará o depoimento do rapper?

No decorrer do processo, a defesa dos réus tentou intimar Lil Uzi Vert para prestar depoimento presencial na Califórnia. No entanto, o Tribunal do Condado de Los Angeles negou o pedido.

A decisão ocorreu porque o rapper não é residente do estado e, por isso, não é obrigado a comparecer pessoalmente. O artista solicitou que qualquer depoimento seja realizado de forma online ou em Nova York.

O julgamento do caso está agendado para outubro deste ano. A disputa judicial acontece em um momento de movimentação na carreira do artista, que anunciou recentemente o lançamento de um novo álbum.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.