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Técnica 'lábios de vitral' viraliza nas redes e une cor intensa com transparência de gloss

Técnica conhecida como stained glass lips combina pigmentação e brilho sem deixar o acabamento pesado ou opaco como o batom tradicional.

Por Redação Diário Local

A tendência de maquiagem conhecida como "lábios de vitral" (stained glass lips) conquistou as redes sociais ao propor um visual que combina pigmentação e transparência. A técnica busca evitar a camada espessa e opaca dos batons tradicionais, permitindo que a luz atravesse o brilho enquanto a textura natural dos lábios permanece visível.

O efeito visual remete a um vidro colorido, ocupando o espaço entre o batom de cor intensa e o gloss incolor. Enquanto o batom seco entrega cor mas quase nenhum brilho, e o gloss reflete a luz mas não mantém a cor, o estilo de vitral une as duas características em camadas finas de produto.

A popularidade do visual foi apontada em setembro como parte de uma movimentação por produções mais leves e acabamentos que valorizam os traços naturais. A técnica permite ajustar a intensidade da cor conforme a quantidade de produto aplicada, desde um efeito suave até cores mais evidentes.

Como fazer o efeito de vitral nos lábios?

A preparação é o primeiro passo para evitar que o pigmento se concentre apenas em áreas ressecadas. A recomendação é aplicar uma pequena quantidade de hidratante labial e aguardar alguns minutos, removendo o excesso com um lenço se necessário para que a boca não fique excessivamente escorregadia.

Para criar a base de cor, existem três opções principais. É possível usar tinta labial aplicada em pequenos pontos e espalhada com os dedos, batom cremoso com leves batidinhas para evitar a opacidade total, ou lápis labial espalhado suavemente para não deixar marcações rígidas.

Após a distribuição da cor, deve-se aplicar o gloss ou óleo labial começando pelo centro da boca. O produto deve ser levado para as laterais apenas com o que restar no aplicador, técnica que ajuda a criar um ponto de luz no meio dos lábios e evita o acúmulo de excesso no contorno.

A escolha da tonalidade também define o estilo da maquiagem. Tons como vermelho, cereja, vinho e rosa fechado destacam a aparência de vidro colorido, enquanto tons marrons entregam um resultado mais discreto e próximo do natural. Já os tons rosados são indicados para versões leves do dia a dia.

Quais são os erros que podem prejudicar o resultado?

O principal erro é comprometer a transparência proposta pela técnica. O uso de um batom extremamente opaco em várias camadas anula o efeito de vitral. Além disso, misturar muitos produtos simultaneamente — como hidratante, tinta, batom e óleo — pode deixar a textura pesada e desigual.

Outro equívoco comum é esfregar os lábios logo após a aplicação. Esse movimento pode retirar o brilho do centro e empurrar o pigmento para as extremidades. Para manter o visual, o ideal é aplicar camadas finas e apenas reaplicar o gloss quando necessário.

Sobre a durabilidade, o brilho não aumenta necessariamente o tempo do pigmento na pele. Como o gloss tende a sair durante refeições ou conversas, a estratégia é usar uma tinta labial como base, que permite manter parte da cor mesmo após o brilho desaparecer.

Quais os cuidados recomendados para a saúde?

Ao testar a técnica, é fundamental utilizar produtos desenvolvidos especificamente para a região labial. Pigmentos para outras áreas do rosto não devem ser aplicados na boca sem a devida indicação na embalagem do fabricante.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda o uso de cosméticos regularizados e a conferência rigorosa do prazo de validade e da finalidade do produto. Caso ocorra qualquer reação indesejada, o uso deve ser interrompido de imediato.

A agência também ressalta que aplicadores de gloss e batons não devem ser compartilhados para evitar a transmissão de microrganismos. Além disso, produtos que apresentem qualquer mudança de cheiro, cor ou textura devem ser descartados.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.